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Bom ritmo da colheita do café robusta no Brasil pressiona preços na manhã desta terça-feira (3)
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Preços do café recuam nas bolsas internacionais
Os preços do café operavam em queda nesta terça-feira (3) nas principais bolsas mundiais. O café robusta apresentou recuo superior a 2% nos contratos futuros mais próximos, refletindo o avanço da colheita no Brasil.
Colheita do robusta avança com ritmo acelerado no Brasil
Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, a safra de café robusta no Brasil está avançando em bom ritmo, enquanto a colheita do arábica deve acelerar a partir do início de junho. O documento destaca que os primeiros números das duas safras indicam:
- Safra de robusta maior que a de 2024
- Safra de arábica menor em comparação à atual
- Ainda assim, o boletim ressalta que é cedo para tirar conclusões definitivas.
- Especialistas apontam safra robusta 2025 acima das expectativas
Especialistas consultados pela Reuters afirmam que a produção brasileira de robusta para 2025 tem potencial para superar as estimativas iniciais, reforçando o otimismo quanto ao volume.
Análise do mercado aponta possível repique nos preços
Marcelo Moreira, analista da Archer Consulting, ressalta que, no curto prazo, o mercado está “sobrevendido”, o que pode abrir espaço para uma alta dos preços. Segundo ele, o contrato de julho de 2025 na Bolsa de Nova York pode alcançar a faixa entre 370 e 380 cents por libra-peso (lbp).
Entre os fatores que podem impulsionar essa recuperação, destacam-se:
- Problemas na qualidade e produção do café arábica
- Possível frente fria e risco de geada nas próximas semanas
- Cotação dos contratos futuros do café nesta terça-feira (3)
Perto das 9h (horário de Brasília), os valores dos contratos futuros na Bolsa de Londres eram:
- Robusta:
- Julho/25: US$ 4.353/tonelada, queda de US$ 123
- Setembro/25: US$ 4.272/tonelada, baixa de US$ 133
- Novembro/25: US$ 4.236/tonelada, recuo de US$ 129
- Arábica (em Nova York):
- Julho/25: 340,15 cents/lbp, queda de 430 pontos
- Setembro/25: 337,85 cents/lbp, baixa de 395 pontos
- Dezembro/25: 333,20 cents/lbp, queda de 380 pontos
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

