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bp bioenergy reduz em 41% os incêndios em Minas Gerais com tecnologia e gestão integrada
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A bp bioenergy, referência nacional na produção de açúcar, etanol e bioeletricidade, obteve avanços expressivos no combate a incêndios em suas unidades localizadas em Minas Gerais. Entre 2019 e 2024, houve uma redução de 41% na incidência de focos de incêndio em áreas próximas às plantas da empresa nos municípios de Santa Juliana, Frutal, Itapagipe e Ituiutaba, todas no Triângulo Mineiro.
Esse desempenho se destaca em um contexto desafiador, especialmente diante do recorde de queimadas registrado em 2024 no setor sucroenergético. Em escala nacional, a empresa também obteve resultados consistentes: entre suas 11 unidades instaladas em cinco estados brasileiros, foi registrada uma queda de 46,5% nos focos de incêndio e de 66% no tempo de resposta às ocorrências.
Programa Brigada 4.0: inovação e estratégia integrada
O desempenho alcançado é resultado direto do Programa Brigada 4.0, iniciativa lançada em 2019 com foco na prevenção, detecção e combate eficiente a incêndios. A estratégia combina tecnologia de ponta, capacitação de equipes e uma gestão logística integrada, com objetivo de proteger vidas, conservar o meio ambiente e manter a eficiência operacional mesmo em períodos críticos, como a seca.
Até o momento, a bp bioenergy já investiu mais de R$ 80 milhões no programa, abrangendo desde a aquisição de equipamentos até o desenvolvimento de soluções digitais e ações de conscientização.
Conectividade no campo e uso de inteligência artificial
Um dos marcos tecnológicos do programa é a parceria com a TIM, que ampliou a conectividade em 3 milhões de hectares por meio da instalação de 98 torres com sinal 4G nas regiões de atuação da empresa. Essa conectividade permite a operação de soluções inovadoras como o Pantera, sistema de inteligência artificial criado pela startup brasileira umgrauemeio.
O Pantera utiliza câmeras térmicas de alta definição instaladas em torres de monitoramento nas 11 unidades da empresa, capazes de identificar focos de calor em poucos segundos. A solução ainda integra imagens de satélite, que ajudam a prever condições propícias a incêndios, possibilitando ações preventivas mais eficazes.
Monitoramento em tempo real com o SmartHub
Todos os dados gerados pelo sistema convergem para o SmartHub, centro de comando e gestão logística em tempo real, localizado na sede da empresa em São José do Rio Preto (SP). O hub monitora 24 horas por dia todas as atividades agrícolas — do plantio à colheita — e permite o acionamento imediato das brigadas de combate, o que tem sido fundamental para reduzir os impactos ambientais e operacionais das ocorrências.
Estrutura robusta e capacitação contínua
A estrutura do Programa Brigada 4.0 é composta por:
- 97 caminhões-bombeiro com jatos de água automatizados
- 16 caminhões-pipa
- 12 caminhões-tanque
- Mais de 1.050 brigadistas treinados
Além disso, a empresa realiza campanhas de conscientização internas e junto às comunidades locais, especialmente nos meses de seca, reforçando a prevenção e o engajamento coletivo.
Compromisso com inovação e sustentabilidade
Segundo a empresa, a atuação no combate a incêndios vai além da proteção das operações. “Nosso compromisso é antecipar riscos, proteger vidas e agir com responsabilidade nos territórios onde estamos presentes”, destaca o diretor agrícola, Bremm. Ele afirma que os resultados comprovam que é possível unir inovação, sustentabilidade e visão de longo prazo.
“A Brigada 4.0 é um dos pilares da nossa operação e continuará sendo fundamental para enfrentarmos os desafios que o clima e o campo nos impõem”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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