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Brasil adota novo padrão oficial para avaliação de cafés especiais com parceria entre BSCA e SCA

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A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Specialty Coffee Association (SCA) firmaram uma parceria estratégica que transforma o sistema Coffee Value Assessment (CVA) no novo padrão oficial para avaliação dos cafés especiais no Brasil. O acordo foi oficializado por meio de um Memorando de Entendimento (MoU), assinado durante a Specialty Coffee Expo, realizada em Houston, nos Estados Unidos.

A iniciativa posiciona o Brasil como referência mundial em inovação no setor de cafés especiais, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso com a qualidade, a transparência e a formação profissional de toda a cadeia produtiva.

Novo protocolo nacional de qualidade: o Coffee Value Assessment (CVA)

Com a adoção do CVA como protocolo oficial, o Brasil torna-se o segundo país do mundo a incorporar esse sistema nacionalmente — o primeiro foi a Colômbia, por meio da Federação Nacional de Cafeicultores (FNC). A medida representa uma mudança significativa na forma como a qualidade dos cafés especiais é avaliada, ao adotar uma abordagem mais holística e equitativa.

O sistema CVA, desenvolvido pela SCA, vai além da análise de sabor e passa a considerar também atributos físicos, afetivos, descritivos e extrínsecos, oferecendo uma linguagem comum para conectar produtores e compradores com base no valor total do café.

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Foco na capacitação e acesso à educação profissional

Além da adoção do novo protocolo, o acordo entre BSCA e SCA também contempla um forte componente educacional. A BSCA será responsável por liderar a expansão do programa SCA Education no Brasil, em colaboração com a entidade internacional, com o objetivo de oferecer treinamentos e certificações reconhecidas globalmente.

Essa iniciativa visa ampliar o acesso à educação de qualidade para diversos profissionais da cadeia do café — incluindo produtores, classificadores, torrefadores e gestores de qualidade —, promovendo a formação de mão de obra mais preparada para os desafios do mercado global.

Apoio técnico e internacionalização do setor

A SCA fornecerá suporte técnico integral para garantir a implementação eficaz do CVA em todo o território nacional. Isso inclui o treinamento de degustadores e equipes técnicas da BSCA, apoio na coleta e análise de dados, além de colaboração em eventos organizados pela BSCA, com conteúdo técnico e divulgação internacional.

Segundo Yannis Apostolopoulos, CEO da SCA, “a aprovação do Coffee Value Assessment pelo Brasil é um sinal poderoso para a comunidade cafeeira global. Estamos lançando as bases para uma indústria mais transparente, inclusiva e informada”.

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Fortalecimento da posição do Brasil no mercado global

De acordo com Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, a parceria reforça o papel de liderança do Brasil na produção de cafés especiais. “Ao adotar o CVA como protocolo oficial e expandir os treinamentos em conjunto com a SCA, estamos criando novas oportunidades para os profissionais do setor, promovendo um futuro mais inclusivo e transparente”, afirmou.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, além de ser o segundo maior consumidor do produto. Com a diversidade de microclimas e perfis sensoriais das diferentes regiões cafeeiras do país, a nova metodologia contribui para valorizar ainda mais essa riqueza e consolidar a posição do Brasil como protagonista no cenário internacional dos cafés especiais.

Para mais informações sobre a parceria e a implementação do sistema CVA no Brasil, acesse os sites www.sca.coffee e www.bsca.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café inicia maio com leve alta em Nova York, mas safra brasileira limita reação dos preços

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O mercado do café abriu a semana com leve recuperação nas cotações internacionais, refletindo um movimento técnico após as perdas recentes. Nesta segunda-feira (4), os contratos do arábica negociados na ICE Futures US, em Nova York, registraram alta moderada, ainda sob influência das expectativas de uma safra robusta no Brasil.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o contrato julho/26 era cotado a 287,00 cents/lb, com avanço de 60 pontos. O setembro/26 subia 90 pontos, a 276,80 cents/lb, enquanto o dezembro/26 avançava 100 pontos, negociado a 268,50 cents/lb. Já o maio/26, em fase final e com menor liquidez, operava a 302,00 cents/lb, com ganho de 110 pontos.

Feriado em Londres reduz liquidez global

As negociações do café robusta estiveram suspensas nesta sessão devido ao feriado bancário no Reino Unido, conhecido como Early May Bank Holiday. Com a paralisação da ICE Futures Europe, a liquidez global ficou reduzida, concentrando a formação de preços na bolsa norte-americana.

Alta é pontual e não indica mudança de tendência

Apesar do movimento positivo, analistas avaliam que a alta tem caráter pontual. O mercado segue pressionado pelo avanço da safra brasileira 2026/27, cuja expectativa é de maior oferta nas próximas semanas.

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Após as quedas expressivas registradas em abril, o café encontra suporte técnico momentâneo, mas ainda enfrenta dificuldades para sustentar um movimento consistente de valorização. A entrada mais intensa da colheita tende a ampliar a disponibilidade do produto e limitar novas altas.

Colheita avança e influencia decisões no campo

No Brasil, o ritmo de colheita ainda é inicial em diversas regiões produtoras, mas o mercado já precifica o aumento da oferta. Esse cenário gera volatilidade, com oscilações técnicas frequentes nas bolsas internacionais.

Outro fator relevante é o comportamento do produtor, que tem adotado uma postura mais cautelosa nas vendas. Diante de preços menos atrativos, muitos optam por segurar negociações no mercado físico, o que pode oferecer sustentação pontual às cotações no curto prazo.

Segundo o analista de mercado Jeremias Nascimento, o setor vive um momento de equilíbrio delicado entre preços, margens e estratégia comercial. A decisão de venda, segundo ele, passa por uma análise criteriosa dos custos de produção e das oportunidades futuras.

Mercado segue volátil e dependente da safra

O mercado do café inicia maio com viés ainda pressionado, mas sujeito a oscilações técnicas. A confirmação do ritmo da colheita e do tamanho efetivo da safra brasileira será determinante para o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Diante desse cenário, produtores e agentes do setor seguem atentos, adotando estratégias mais cautelosas em meio à combinação de oferta crescente e incertezas no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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