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Brasil AgrochemShow 2024 destaca protagonismo do país no setor agroquímico global
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Nos dias 12 e 13 de agosto, São Paulo será palco da 16ª edição do Brasil AgrochemShow, maior evento internacional do setor de agroquímicos da América Latina. A edição de 2024 reunirá mais de 70 expositores e 1.200 profissionais do Brasil e de diversos países, como China, Índia, Cingapura, Japão, Canadá, Coreia do Sul, Europa, Estados Unidos e América Latina.
Encontro visa reforçar papel estratégico do Brasil no agronegócio mundial
Promovido pela AllierBrasil em parceria com a CCPI Chem-China, o evento tem como objetivo fortalecer a posição do Brasil como protagonista global no agronegócio.
“Desde 2005, o Brasil AgrochemShow tem sido a porta de entrada para fornecedores internacionais interessados em investir no agro brasileiro”, afirma Flavio Hirata, sócio da AllierBrasil.
Segundo ele, há grande interesse estrangeiro em áreas como fusões e aquisições, implantação de unidades fabris, registro de produtos e distribuição. “Com a oferta internacional elevada e preços atrativos, o Brasil se consolida como o maior mercado do mundo no setor”, destaca Hirata.
Evento terá palestras com especialistas internacionais e tradução simultânea
Além da exposição de empresas, a programação contará com palestras técnicas ministradas por especialistas brasileiros e estrangeiros, com tradução simultânea em português, inglês e mandarim. A proposta é fomentar parcerias técnico-comerciais e debater temas atuais e estratégicos para o setor.
Temas e palestrantes confirmados
Entre os temas abordados na programação estão:
- Recuperação judicial no setor agroquímico
- Registro de produtos e bioinsumos
- Panorama da indústria de agroquímicos da China
- Ações judiciais para avaliação de produtos
- Controle biológico de pragas
Entre os palestrantes já confirmados estão:
- Luciana Mazza, do escritório Mazza & Manente de Almeida Advogados
- Marcos de Faria, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
- Jalen Fan, representante da CCPI Chem-China
- Adauto Kaneyuki, do escritório J. Ercílio de Oliveira Advogados
Inscrições abertas com renda revertida para ação social
Os recursos arrecadados com as inscrições serão destinados à doação de cestas básicas para a ONG CrêSer, com sede em São Paulo. Em 2024, a iniciativa resultou na arrecadação de 11 toneladas de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro

