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Brasil aprimora laços comerciais com o Japão e promove o agronegócio na Expo Osaka 2025
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou missão oficial ao Japão, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, acompanhado do adido agrícola do Brasil no Japão, Marco Pavarino. Na ocasião, foram reforçados os laços comerciais e promovido o agronegócio nacional. Em 2024, o Japão importou mais de US$ 3,3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, café, cereais, farinhas e preparações, sendo o 7º maior importador de produtos agropecuários do Brasil.
Em Tóquio, a delegação se encontrou com o diretor-geral de Exportações e Assuntos Internacionais, Sr. Atsushi Suguinaka, e com o diretor-substituto de Segurança Alimentar e Assuntos do Consumidor, Ozuki Do, autoridades responsáveis pelos temas sanitários e fitossanitários, ambos do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF), onde foram negociadas aberturas e a ampliação do comércio bilateral entre os países.
Ainda na capital japonesa, a agenda incluiu reunião com o embaixador do Brasil no Japão, Octávio Côrtes, e encontros estratégicos com importantes stakeholders e representantes da Kanematsu, uma das maiores tradings do país, onde foram discutidas oportunidades para ampliar exportações de grãos, farelo de soja e proteínas animais. Na reunião com a Zen-Noh, braço executivo da Japan Agricultural Cooperatives Group (JA), foi apresentado o potencial brasileiro para expandir e ampliar o fornecimento de soja e farelo de soja destinados à cadeia produtiva de proteína animal.
Já em Osaka, a comitiva visitou a Expo Osaka 2025, exposição universal realizada a cada cinco anos, com o intuito de apresentar ideias e inovações que podem transformar o futuro. O evento, um dos maiores do setor, reúne mais de 150 países sob o tema “Designing Future Society for Our Lives” (em português, “Projetando a sociedade do futuro para nossas vidas”) e prevê atrair entre 28 e 36 milhões de visitantes até o dia 13 de outubro.
Além de visitar o Pavilhão Brasil, coordenado e organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a delegação brasileira participou de seminários como o “Diálogo sobre Segurança Alimentar e Proteína Animal”, organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), que reuniu representantes do setor produtivo e autoridades brasileiras para discutir políticas públicas, sustentabilidade e o papel do Brasil como parceiro confiável na segurança alimentar global, e o “Grain Talks Brasil–Japão”, realizado também no Pavilhão Brasil e organizado pelo Mapa, MAFF e ApexBrasil, com o apoio da Abramilho, Abiove, Unem e Aprosoja. Na ocasião, a principal mensagem foi a estabilidade no fornecimento de grãos ao parceiro asiático. A comitiva também visitou as exposições sobre avicultura e suinocultura “Da Nossa Mesa para a Sua Mesa”, organizada pela ABPA, e “Carne Bovina Brasileira: a carne que alimenta o mundo”, organizada pela ABIEC, ambas no Pavilhão Brasil.
Com o avanço das tratativas e o fortalecimento do diálogo institucional, a expectativa é ampliar o fluxo de comércio bilateral nos próximos anos, diversificando a pauta exportadora e consolidando o Brasil como fornecedor estratégico de alimentos e insumos agrícolas para o Japão, em um cenário de parcerias duradouras e crescimento mútuo.
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

