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Brasil busca novos mercados para expandir exportações de carne bovina; especialista analisa impacto das tarifas dos EUA

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O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, projeta alcançar até 3,7 milhões de toneladas exportadas em 2025. No ano passado, o país registrou o melhor desempenho da história, com 2,8 milhões de toneladas e receita superior a US$ 12,8 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Impacto das tarifas dos EUA deve ser limitado, diz especialista

Apesar da imposição de uma tarifa de 10% pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o especialista em comércio exterior Rogério Marin, CEO da Tek Trade, avalia que essa medida não deverá afetar significativamente as exportações brasileiras de carne bovina. “Os EUA mantêm forte demanda interna e importam principalmente para atender nichos específicos, como carne magra para hambúrgueres. Mesmo com os custos adicionais, a demanda alta e a competitividade do Brasil devem sustentar o crescimento das exportações”, afirma Marin.

Exportações brasileiras seguem em alta em 2025

Até abril de 2025, as empresas brasileiras já exportaram 423.833 toneladas de carne bovina, gerando receita superior a US$ 2 bilhões. O Brasil exporta atualmente para mais de 150 países, com a China sendo o principal destino, seguida por Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Chile e Hong Kong, que juntos representam grande parte da receita do setor, estimada em mais de US$ 8 bilhões.

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Projeções otimistas para o setor em 2025

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve exportar cerca de 3,6 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, número próximo à estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta até 3,7 milhões de toneladas. Fatores como a desvalorização do real, a queda na oferta de concorrentes como Austrália e Nova Zelândia e avanços em acordos comerciais sustentam o otimismo do setor.

Novos mercados estratégicos: Japão e Vietnã

Buscando diversificar seus mercados, o Brasil mira o Japão e o Vietnã como destinos estratégicos. O Japão, reconhecido por rígidas exigências sanitárias, representa um mercado de alto valor agregado, focado em produtos premium. Já o Vietnã, com uma classe média em crescimento, desponta como um mercado promissor para cortes de qualidade superior.

Rogério Marin destaca que “os acordos com Japão e Vietnã ajudam a reduzir a dependência da China, maior importadora brasileira, e trazem maior estabilidade às exportações ao mitigar riscos ligados a flutuações em um único mercado.” Porém, a entrada nesses países exige melhorias em rastreabilidade, certificações e qualidade dos produtos.

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Sustentabilidade e crescimento contínuo

Com foco em inovação e expansão, o Brasil busca manter sua posição de liderança global no comércio de carne bovina, aproveitando oportunidades internacionais e superando desafios como barreiras tarifárias e exigências sanitárias para garantir crescimento sustentável no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corriedale aposta em seleção genética e uso de dados para fortalecer produção de carne e lã no Rio Grande do Sul

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A Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) iniciou uma nova agenda voltada à modernização da ovinocultura, com foco na geração e aplicação de informações técnicas para apoiar decisões de seleção genética nas cabanhas do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca aproximar dados produtivos, avaliação de desempenho e manejo reprodutivo da rotina dos criadores.

A proposta da entidade é ampliar o uso de ferramentas técnicas como suporte à escolha de reprodutores, planejamento de acasalamentos e evolução dos plantéis, fortalecendo a competitividade da raça Corriedale, reconhecida por sua dupla aptidão para produção de carne e lã.

Dados e tecnologia ganham espaço na seleção de ovinos

Segundo a ABCC, o avanço da ovinocultura passa pela integração entre conhecimento prático dos criadores e indicadores técnicos que permitam mensurar desempenho com maior precisão. A entidade destaca que a seleção de animais vem incorporando, de forma crescente, informações objetivas ao lado da avaliação visual tradicional.

A estratégia busca tornar mais eficiente a identificação de animais com melhor desempenho produtivo, contribuindo para rebanhos mais uniformes, produtivos e adaptados às condições de produção do Sul do país.

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Carne do Corriedale ganha protagonismo em nova estratégia da raça

O presidente da ABCC, Gustavo Velloso, afirma que a entidade tem direcionado esforços para fortalecer a produção de carne da raça, sem perder a conexão com sua trajetória histórica na ovinocultura gaúcha.

“Queremos trabalhar bastante a questão da carne e da marca da carne Corriedale. A raça representa cerca de 60% do rebanho ovino gaúcho, e esse é um fator muito importante. Por isso também estamos realizando esse primeiro teste de desempenho, com candidatos voltados à produção de carne em sistema de pastagem”, destacou.

Prova de desempenho avalia 41 reprodutores em Hulha Negra (RS)

Uma das principais ações em andamento é a prova de desempenho realizada no Centro de Pesquisas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.

A avaliação reúne 41 ovinos reprodutores da raça Corriedale, oriundos de diferentes cabanhas do estado, em um sistema de manejo pastoril padronizado, com predominância de pastagem de azevém e suplementação mineral.

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O objetivo é gerar dados comparáveis de desempenho produtivo e genético, que possam subsidiar decisões de seleção nas propriedades.

Indicadores técnicos orientam evolução dos rebanhos

Durante o período de avaliação, os animais são acompanhados com base em diferentes indicadores zootécnicos. Entre eles está o Ganho Médio Diário (GMD), que mede o incremento de peso ao longo do tempo, além da Área de Olho de Lombo (AOL), utilizada para estimar o desenvolvimento muscular e o potencial de carcaça.

Também é observada a Espessura de Gordura Subcutânea (EGS), indicador importante para avaliar acabamento e qualidade da carne.

Segundo a ABCC, a combinação desses parâmetros permite identificar reprodutores com maior potencial para gerar cordeiros mais eficientes, com melhor rendimento de carcaça e qualidade de carne, contribuindo para o avanço produtivo da ovinocultura de corte no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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