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Brasil corre para reduzir impacto de tarifas dos EUA sobre o agronegócio
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Faltam apenas três dias para que as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros comecem a valer, e o governo federal intensifica a busca por saídas para proteger o agronegócio. O setor envia aos EUA cerca de US$ 12 bilhões em exportações anuais — o equivalente a 7% de tudo o que o campo brasileiro vende ao exterior, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O secretário de Relações Exteriores do Mapa, Luís Rua, afirmou nesta segunda-feira (28) que uma força-tarefa está em andamento para mitigar os prejuízos. “Mapeamos 90 ações com apoio dos adidos agrícolas. São medidas emergenciais, não vão resolver tudo, mas podem amortecer parte dos impactos”, disse durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp.
Uma das primeiras iniciativas envolve o México. Recentemente, o país realizou auditorias para habilitar mais frigoríficos brasileiros, o que pode permitir um aumento de 45% no número de plantas aptas a exportar carne bovina. Essa abertura, segundo Rua, ajudará a redirecionar parte do volume que perderá espaço no mercado americano.
Além disso, o secretário viajará nos próximos dias ao Japão e à Coreia do Sul. A missão tem dois objetivos principais: expandir o acesso da carne bovina e negociar uma cota específica para o suco de laranja brasileiro na Coreia. “Também está prevista uma missão minha para a América Central e para o Caribe nas próximas três semanas”, acrescentou.
Paralelamente, o governo tenta acelerar a conclusão do acordo comercial Mercosul–União Europeia, considerado uma “saída estrutural” para ampliar destinos e reduzir a dependência dos EUA. O pacto abriria espaço para cotas de 99 mil toneladas de carne bovina, 180 mil toneladas de frango e 25 mil toneladas de carne suína, além de reduzir tarifas para açúcar e igualar os tributos do café solúvel aos do café verde.
Os efeitos das tarifas devem ser sentidos de forma mais aguda por cadeias como carne bovina, manga, tilápia, açúcar, café e suco de laranja. Rua reconheceu a dificuldade de redirecionar a produção. “Cerca de um terço do suco que exportamos vai para os EUA. Não é simples desviar esse fluxo de um dia para o outro: há contratos, exigências logísticas e cadeias de refrigeração a cumprir”, alertou.
Apenas na carne bovina, o impacto pode atingir 300 a 400 mil toneladas que ficarão sem destino imediato.
Rua também ressaltou a necessidade de envolvimento maior do setor produtivo, principalmente no diálogo direto com empresas norte-americanas. “Infelizmente, o Brasil não está no topo das prioridades de negociação dos EUA neste momento”, afirmou.
Um exemplo desse esforço paralelo é o diálogo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) com a Confederação Nacional do Café dos EUA, na tentativa de sensibilizar autoridades e o setor privado americano sobre os efeitos das novas tarifas.
Enquanto o prazo para a entrada em vigor da taxação se aproxima, o governo acelera contatos diplomáticos e aposta em missões comerciais para evitar que o agronegócio brasileiro — especialmente a pecuária e o setor de sucos — sofra perdas irreversíveis nos próximos meses.
Fonte: Pensar Agro
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Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.
A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.
A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.
Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.
O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.
A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.
As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.
As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.
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