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Brasil deve colher safra recorde de soja em 2024/25, aponta Agroconsult

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A Agroconsult elevou sua projeção para a safra de soja 2024/25 do Brasil para um recorde de 172,1 milhões de toneladas, um incremento de 800 mil toneladas em relação à estimativa divulgada em fevereiro. A revisão foi realizada após a conclusão do Rally da Safra, expedição técnica que percorre as principais regiões produtoras do país.

O novo levantamento indica um crescimento de 10,7% na produção em comparação ao ciclo anterior, o que representa um acréscimo de 16 milhões de toneladas. O bom desempenho da safra foi impulsionado por condições climáticas favoráveis em importantes estados produtores, como Mato Grosso e Goiás.

A consultoria também destacou um aumento de 2,1% na área plantada em relação à temporada anterior, o que representa uma expansão de 1 milhão de hectares. Dados de satélite do CropData, analisados em março, apontaram um crescimento adicional de 315 mil hectares na safra 2024/25, elevando a área total para 47,8 milhões de hectares.

A maior produtividade e a ampliação da área cultivada consolidam o Brasil como líder global na produção e exportação de soja, superando o recorde de 2022/23 em 10 milhões de toneladas. “Desde o início do Rally, nossas projeções indicavam que essa safra tinha potencial para ser recorde, e ao longo dos três meses de trabalho de campo, confirmamos os números”, afirmou André Debastiani, coordenador da expedição.

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Destaques regionais e desafios climáticos

Com a colheita em fase avançada em diversas regiões, a Agroconsult destacou que seis estados brasileiros deverão registrar produtividades recordes na safra 2024/25: Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Tocantins e Rondônia. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a expectativa é de uma colheita superior a 50 milhões de toneladas. “Os dados de campo do Rally da Safra mostram um crescimento contínuo no número de grãos por hectare e no peso dos grãos, influenciado tanto pelo clima favorável quanto pelo manejo fitossanitário e avanços genéticos”, explicou Debastiani.

Por outro lado, a Bahia não registrará produtividade recorde devido ao período quente e seco em março, que impactou o enchimento dos grãos. Ainda assim, o estado alcança pelo terceiro ano consecutivo a maior produtividade média do país, com 68 sacas por hectare, dividindo a posição com Goiás.

Já Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul enfrentaram condições climáticas adversas, que comprometeram a produtividade. No Rio Grande do Sul, a projeção foi revisada para 37,5 sacas por hectare, reduzindo a estimativa de colheita de 20,2 milhões de toneladas em janeiro para 15,3 milhões de toneladas. No Mato Grosso do Sul, apenas a região norte do estado, que representa um terço da área cultivada, conseguiu mitigar parte das perdas registradas no sul.

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A expedição Rally da Safra avaliou as condições de mais de 1,6 mil lavouras de soja desde o início da jornada, em 12 de janeiro, monitorando todas as fases do ciclo produtivo. Os resultados reforçam o protagonismo do Brasil no mercado global de soja, consolidando o país como o principal fornecedor do grão para o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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