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Brasil e China avançam em protocolo para exportação de miúdos suínos e reforçam parceria no agronegócio

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O Brasil e a China deram mais um passo importante para ampliar o comércio agropecuário bilateral. Durante reunião realizada nesta terça-feira (19), em Pequim, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun, confirmaram avanços técnicos no protocolo revisado para exportação de carne suína brasileira, incluindo miúdos suínos.

O encontro integrou a agenda oficial da missão brasileira à China e teve como foco o fortalecimento das relações comerciais, a cooperação sanitária e a ampliação do intercâmbio agropecuário entre os dois países.

Durante a reunião, o ministro André de Paula destacou o compromisso do Brasil em manter sua posição como fornecedor estratégico de alimentos para o mercado chinês.

Segundo o ministro, o país seguirá atuando como parceiro confiável no fornecimento de alimentos seguros, competitivos e produzidos sob rígidos padrões sanitários e ambientais. Ele também ressaltou a importância da China para o abastecimento de insumos essenciais ao agronegócio brasileiro.

A ministra Sun Meijun reforçou a relevância do comércio agroalimentar entre os países e destacou a evolução da cooperação técnica construída nos últimos anos entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a GACC.

De acordo com a representante chinesa, em 2025 a China importou cerca de US$ 51,4 bilhões em produtos agrícolas brasileiros, volume que representa aproximadamente metade do comércio bilateral entre os dois países.

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Protocolo sanitário abre caminho para novos negócios

As delegações avançaram nos entendimentos técnicos sobre requisitos sanitários e quarentenários para exportação de carne suína e subprodutos brasileiros ao mercado chinês.

Brasil e China confirmaram os termos técnicos do protocolo revisado, cuja formalização deverá ocorrer nos próximos meses. Após essa etapa, o Ministério da Agricultura poderá orientar frigoríficos e empresas brasileiras sobre os procedimentos necessários para habilitação das exportações.

Do lado chinês, a GACC seguirá com os trâmites internos para viabilizar oficialmente o comércio dos produtos.

Ao final do encontro, André de Paula afirmou que o avanço representa uma conquista estratégica para ambos os países.

Segundo ele, a inclusão dos miúdos suínos no protocolo reforça o elevado nível de confiança entre Brasil e China e demonstra a maturidade da cooperação técnico-sanitária construída ao longo dos últimos anos.

China amplia espaço para produtos agropecuários brasileiros

Durante a reunião, a ministra Sun Meijun também destacou que, apesar da força da agricultura chinesa, o país segue aberto à importação de produtos estrangeiros de qualidade, especialmente alimentos.

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Ela relembrou ainda os acordos firmados durante visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, incluindo protocolos fitossanitários voltados à ampliação das exportações brasileiras de carne de aves, farelo de amendoim e derivados do etanol de milho.

Além disso, os governos mantêm cooperação em áreas como agricultura familiar, mecanização agrícola e inovação tecnológica no campo.

Frigoríficos brasileiros retomam habilitação para exportação

Outro anúncio importante da agenda bilateral foi o retorno das habilitações de três estabelecimentos brasileiros de carne bovina que estavam suspensos pelas autoridades chinesas.

As autoridades também confirmaram o início da certificação eletrônica para produtos cárneos a partir do próximo mês, medida que deve aumentar a agilidade dos processos sanitários e reduzir custos operacionais nas exportações.

O avanço nas negociações reforça a posição da China como principal destino do agronegócio brasileiro e amplia as perspectivas para o setor de proteínas animais do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prazo para sanção ou veto do projeto que altera as regras do seguro rural termina nesta terça-feira

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Termina nesta terça-feira (29.09) o prazo para sanção ou veto do projeto que altera o marco legal do seguro rural. Se não houver manifestação até o fim do dia, o texto será considerado sancionado integralmente por decurso de prazo. A proposta chega a essa etapa em meio a uma forte redução da área protegida no país e à cobrança por maior estabilidade dos recursos que ajudam o produtor a pagar a apólice.
O ponto central do projeto é tornar obrigatória a execução da verba destinada ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O programa paga uma parte do preço do seguro contratado pelo produtor. Nos últimos anos, a incerteza sobre a disponibilidade de recursos dificultou o planejamento de quem precisa proteger a lavoura antes de começar o ciclo produtivo.
“Seguro rural não pode depender de uma verba que o produtor só descobre se estará disponível depois de tomar suas decisões de plantio. Ele precisa conhecer o custo da proteção no momento de contratar a apólice. A execução obrigatória dos recursos previstos no orçamento é um passo para dar essa previsibilidade”, afirma Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT).
A obrigação prevista no projeto tem, contudo, um limite. Ela se aplica ao valor que o governo incluir na proposta de orçamento enviada ao Congresso a cada ano. Para 2027, estão previstos R$ 1,2 bilhão. A regra busca assegurar a aplicação dessa verba, mas não determina um valor mínimo capaz de atender a toda a demanda por seguro rural.
Essa distinção importa diante da perda de alcance do programa. Documento elaborado por entidades do agronegócio, do mercado segurador e do setor de crédito aponta que a parcela da área cultivada coberta por seguro caiu de 16,3% em 2021 para 3,3% em 2025. As entidades estimam que, com os R$ 166,4 milhões executados até agora neste ano, a proteção poderá alcançar apenas 1,2% da área cultivada em 2026.
“O orçamento protegido só fará diferença para quem está no campo se também houver recursos compatíveis com a procura. Com pouca verba, a contratação acaba limitada e o produtor continua assumindo sozinho riscos que poderiam ser cobertos. A queda da área segurada mostra que o país precisa recuperar a capacidade de oferecer essa proteção”, diz Rezende.
Além da mudança orçamentária, o projeto estabelece diretrizes para um fundo de cobertura suplementar, destinado a reforçar o pagamento de indenizações quando perdas elevadas atingirem muitas propriedades ao mesmo tempo. A proposta também fortalece o uso da apólice como garantia em operações de crédito rural e prevê a organização de dados sobre o seguro para melhorar a avaliação dos riscos.
Para o produtor, o efeito dessas medidas dependerá das regras que forem mantidas na lei e de sua posterior regulamentação. O fundo, por exemplo, precisa de condições de funcionamento e recursos para cumprir a finalidade prevista. Já a utilização de dados pode ajudar a calcular o preço das apólices com mais precisão, mas não substitui a necessidade de ampliar a oferta de cobertura nas regiões e atividades hoje pouco atendidas.
“Uma seca ou um excesso de chuva não afeta apenas a colheita. A perda reduz a capacidade de pagamento, dificulta o acesso ao crédito seguinte e pode atingir toda a economia da região. O fundo suplementar tem potencial para fortalecer o seguro diante de grandes desastres, desde que seja estruturado para pagar as indenizações quando elas forem necessárias”, acrescenta Rezende.
Ainda há uma questão fiscal ligada ao principal dispositivo do projeto. A transformação da subvenção em despesa obrigatória exige a indicação de uma medida de compensação financeira. Também poderão ocorrer vetos a trechos relativos às operações do fundo de cobertura e à tributação do seguro rural. Até a divulgação da decisão, essas alterações permanecem como possibilidades.
Se houver veto, o Congresso poderá examiná-lo posteriormente. Se o prazo terminar sem manifestação, ocorrerá a sanção integral por decurso de prazo. Em ambos os casos, a publicação do texto definitivo mostrará quais regras foram preservadas. A partir daí, o produtor ainda precisará acompanhar a regulamentação e, principalmente, quanto do orçamento destinado ao seguro estará disponível para a contratação das apólices.

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Fonte: Pensar Agro

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