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Brasil é convidado a integrar Grupo de Cooperação da OCDE sobre sistemas alimentares e agricultura
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O Brasil foi convidado a integrar o Grupo de Cooperação em Pesquisa sobre Sistemas Alimentares e Agricultura (CRP) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A adesão brasileira está sendo formalizada por meio de uma carta assinada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, expressando o interesse do país em participar do grupo. O CRP tem como foco fortalecer a inovação e a pesquisa científica para subsidiar políticas públicas, promovendo a cooperação internacional entre cientistas e instituições de pesquisa.
O Brasil é o primeiro país não-membro da OCDE a ser convidado para o grupo, que busca ampliar a colaboração em pesquisa com nações de agricultura tropical. Esse convite reconhece o trabalho de inovação e pesquisa desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por outros centros de pesquisa e pelas universidades brasileiras.
Entre os benefícios da adesão ao CRP, destacam-se o acesso a uma rede científica internacional, a cooperação global e a oportunidade de promover a pesquisa aplicada realizada por instituições brasileiras. Essa parceria pode impulsionar a imagem da agricultura nacional e fornecer evidências científicas, construídas no âmbito da OCDE, que demonstrem a eficiência dos sistemas produtivos e a sustentabilidade dos produtos brasileiros.
Algumas etapas ainda precisam ser concluídas para finalizar a adesão do Brasil ao CRP. Após a conclusão do processo, as instituições de pesquisa brasileiras poderão se beneficiar do apoio do grupo, que inclui financiamento para workshops, conferências, publicações e bolsas de estudo.
GRUPO DE COOPERAÇÃO EM PESQUISA SOBRE SISTEMAS ALIMENTARES E AGRICULTURA (CRP)
O CRP visa fortalecer o conhecimento científico e oferecer informações relevantes para embasar decisões políticas voltadas à sustentabilidade da agricultura, alimentação, pesca e florestas. Suas áreas de atuação abrangem segurança alimentar, mudanças climáticas e a interconexão das economias por meio do comércio e da cooperação científica.
Para alcançar esses objetivos, o grupo promove a colaboração internacional entre cientistas e instituições de pesquisa, patrocina eventos como conferências e workshops e oferece bolsas individuais de pesquisa, sempre com foco em questões globais e ênfase em políticas públicas.
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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional
As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.
O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.
Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada
A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.
“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.
Cenário global pode sustentar preços do algodão
No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade
No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.
Uso do algodão avança para além do setor têxtil
Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


