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Brasil e Índia fortalecem comércio bilateral com acordo tarifário e facilidades para negócios
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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou avanços significativos nas relações comerciais entre Brasil e Índia durante missão oficial ao país asiático. Entre os destaques está a ampliação do Acordo de Preferências Tarifárias entre Mercosul e Índia, que atualmente contempla cerca de 450 linhas tarifárias.
Segundo Alckmin, o objetivo é expandir o acordo em até um ano, incluindo mais produtos com tarifas reduzidas, favorecendo as exportações brasileiras. “Hoje temos um acordo de preferência tarifária que cobre um número de linhas tarifárias pequeno. Podemos aprofundar e ampliar essas linhas para ter mais vantagem nas vendas”, explicou.
Projeção de comércio bilateral chega a US$ 20 bilhões
O vice-presidente também destacou o crescimento do comércio bilateral entre os dois países. Em 2024, as trocas comerciais chegaram a US$ 12 bilhões, e Alckmin projeta que este ano podem atingir US$ 15 bilhões. Com o aumento das exportações indianas para o Brasil, que crescem mais de 30% este ano, a meta é alcançar rapidamente US$ 20 bilhões em comércio bilateral.
Visto eletrônico facilitará negócios e consultoria
Outro avanço anunciado foi a implementação do visto eletrônico de negócios para cidadãos indianos, que será concedido por meio da embaixada em Nova Delhi e do consulado em Mumbai. A medida visa simplificar a entrada de profissionais e consultores em atividades comerciais e fortalecer a cooperação empresarial entre os países.
Parcerias na área de energia e petróleo
Na área energética, Alckmin informou que a Petrobras assinou contrato para fornecimento de mais 6 milhões de barris de petróleo à Índia. Além disso, a estatal brasileira lançará 18 blocos offshore para exploração de petróleo nas bacias de Santos e Campos, marcando um recorde em oferta de blocos no país. Segundo o vice-presidente, o número de blocos em terra também será ampliado significativamente nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro

