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Brasil é reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação e ABCZ celebra conquista histórica
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Reconhecimento internacional marca avanço histórico da pecuária brasileira
A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) celebrou, ao lado de seus mais de 25 mil associados, o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. O anúncio oficial foi feito nesta quarta-feira (29), durante a 92ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris, na França.
Novo status sanitário amplia oportunidades de exportação
A conquista representa um marco para a pecuária nacional e deve abrir novas oportunidades comerciais para a carne brasileira, inclusive em mercados internacionais mais exigentes do ponto de vista sanitário. O status reconhecido internacionalmente sinaliza o avanço do país em termos de biosseguridade e controle sanitário, fortalecendo a imagem da produção pecuária nacional.
Resultado de cinco décadas de trabalho contínuo
O reconhecimento é fruto de mais de 50 anos de esforços conjuntos da cadeia produtiva, autoridades e entidades do setor. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), cerca de 244 milhões de bovinos e bubalinos deixaram de ser vacinados contra a febre aftosa, abrangendo aproximadamente 3,2 milhões de propriedades rurais em todo o país.
Declaração do presidente da ABCZ
O presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid, destacou a importância do momento durante sua participação na assembleia da OMSA:
“Hoje, o Brasil tem que se orgulhar. É uma grande vitória, um momento histórico que é resultado de muito esforço. Parabéns a todos os criadores brasileiros, a todas as autoridades e entidades de classe envolvidas”, afirmou.
Presenças de destaque e entrega do certificado
A delegação brasileira no evento contou com representantes de diversas instituições ligadas ao setor agropecuário. Acompanharam o presidente da ABCZ:
- Jorge Pires, diretor de Assuntos Políticos da ABCZ
- Izabelle Jardim, consultora do programa Brazilian Cattle
Senadora Tereza Cristina
Representantes da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Imac (Instituto Mato-Grossense da Carne) e Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso)
O certificado oficial foi entregue ao diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Marcelo Mota.
Histórico da erradicação da doença no país
O último registro de febre aftosa no Brasil ocorreu em 2006. Desde então, o país tem implementado medidas rigorosas de vigilância e controle, como a criação de zonas livres da doença. Antes do novo reconhecimento com abrangência nacional, apenas alguns estados e regiões — como Acre, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e partes do Amazonas e Mato Grosso — já haviam recebido o status de livres da doença sem vacinação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Governo de Minas entrega mais de mil kits de irrigação e fortalece agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha
O Governo de Minas Gerais deu mais um passo para fortalecer a agricultura familiar e aumentar a segurança hídrica no campo. Por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), foram entregues 1.045 kits de irrigação a produtores rurais de 24 municípios do Vale do Jequitinhonha, região historicamente marcada pela irregularidade das chuvas e pelos períodos prolongados de seca.
A entrega ocorreu em Almenara e integra o Programa Irriga Minas, iniciativa voltada à ampliação do acesso à irrigação para agricultores familiares em diferentes regiões do estado. Os equipamentos são destinados principalmente à produção de hortaliças e frutas, contribuindo para o aumento da produtividade, geração de renda e fortalecimento da segurança alimentar das famílias rurais.
Programa amplia acesso à irrigação no semiárido mineiro
Com a nova etapa de distribuição, o número de kits entregues pelo Programa Irriga Minas desde 2019 alcança 16.456 unidades em todo o estado. A meta da Seapa é atingir 20 mil kits distribuídos até o final de 2026.
O programa tem como prioridade as áreas do semiárido mineiro, especialmente o Vale do Jequitinhonha, onde as condições climáticas representam um desafio constante para a atividade agropecuária.
Durante a cerimônia, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destacou os impactos positivos da iniciativa para os produtores da região.
Segundo ele, os equipamentos representam uma ferramenta importante para ampliar a produção agrícola, melhorar as condições de trabalho no campo e aumentar a renda das famílias beneficiadas.
Tecnologia permite produzir durante todo o ano
Os kits entregues utilizam sistema de irrigação por gotejamento, considerado uma das tecnologias mais eficientes para o uso racional da água. Os equipamentos atendem áreas de até 500 metros quadrados e 1.000 metros quadrados, conforme a necessidade de cada propriedade.
Cada conjunto é composto por caixa d’água com capacidade para mil litros, além de tubos gotejadores, filtros, registros e conectores necessários para a instalação do sistema.
A irrigação por gotejamento leva água diretamente às raízes das plantas, reduzindo perdas por evaporação e desperdícios. O método permite maior eficiência hídrica, melhora o desenvolvimento das culturas e contribui para o aumento da produtividade agrícola.
Além dos ganhos produtivos, a tecnologia fortalece a sustentabilidade no campo ao promover o uso consciente dos recursos hídricos em uma região frequentemente afetada pela escassez de água.
Agricultores enxergam oportunidade de crescimento
Para os produtores beneficiados, o acesso à irrigação representa uma oportunidade de transformar a realidade das propriedades rurais.
A agricultora Marialva Lacerda, moradora da zona rural de Jacinto, afirma que o equipamento permitirá ampliar a produção e garantir maior estabilidade para a atividade agrícola.
Segundo ela, a falta de chuvas limita o crescimento das lavouras e dificulta o planejamento da produção. Com o sistema de irrigação, a expectativa é produzir ao longo de todo o ano, aumentando a geração de renda e criando novas perspectivas para o futuro da propriedade.
Municípios do Vale do Jequitinhonha recebem os equipamentos
A distribuição contemplou produtores rurais de 24 municípios da região.
Receberam 40 kits os municípios de Divisópolis, Jacinto, Jordânia e Santa Maria do Salto. Itaobim foi contemplado com 105 kits, enquanto Itinga recebeu 107 unidades e Jequitinhonha, 83.
Também foram beneficiados Bandeira, com 49 kits; Felisburgo, com 72; e Salto da Divisa, com 49 unidades.
Outros 16 municípios receberam 30 kits cada: Almenara, Cachoeira de Pajeú, Comercinho, Joaíma, Mata Verde, Medina, Monte Formoso, Padre Paraíso, Palmópolis, Pedra Azul, Ponto dos Volantes, Rio do Prado, Rubim, Santo Antônio do Jacinto, Itaobim e Jequitinhonha.
Irrigação impulsiona desenvolvimento regional
O avanço da irrigação no Vale do Jequitinhonha é considerado estratégico para o fortalecimento da agricultura familiar e para a geração de oportunidades no meio rural.
Ao garantir condições para a produção mesmo durante períodos de estiagem, os kits contribuem para aumentar a oferta de alimentos, fortalecer a economia local e reduzir a vulnerabilidade dos produtores frente às adversidades climáticas.
Com a ampliação do Programa Irriga Minas, o governo estadual busca consolidar uma política de desenvolvimento rural baseada em produtividade, sustentabilidade e segurança hídrica para milhares de famílias mineiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

