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Brasil estreia com estande institucional na Fine Food Australia 2025
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O Brasil participou, pela primeira vez, da Fine Food Australia 2025, realizada em Sydney entre os dias 8 e 11 de setembro. Reconhecida como a principal feira de alimentos do país, a edição reuniu cerca de 900 expositores e recebeu aproximadamente 23 mil visitantes. A presença brasileira contou com um estande institucional organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
No espaço, a gastronomia brasileira foi apresentada pela chef baiana Tati Albano, que atraiu o público ao preparar pratos à base de tilápia, com o apoio de três empresas do setor e da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca). A ação ocorreu em um momento estratégico, após a abertura do mercado australiano para pescados brasileiros em maio deste ano. Somente em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 400 milhões em pescados.
Além dos produtos da aquicultura, o estande destacou itens como açaí, castanha-do-Brasil, amendoim e café, reforçando a estratégia de diversificação da pauta exportadora. Para muitas empresas, a feira representou o primeiro contato direto com o mercado australiano, reconhecido pelo alto poder aquisitivo e pelo perfil exigente de seus consumidores.
A delegação brasileira, liderada pela adida agrícola em Camberra, Daniela Aviani, também realizou visitas técnicas a supermercados, indústrias e centros de atacado, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a dinâmica do setor de alimentos na Austrália.
A próxima edição da Fine Food Australia está programada para agosto de 2026, em Melbourne, e deve representar nova oportunidade para consolidar a presença dos produtos agroalimentares brasileiros no mercado australiano.
Informação à imprensa
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Safra de algodão em Mato Grosso pode atingir 6,27 milhões de toneladas após revisão positiva da produtividade
A produção de algodão em Mato Grosso deverá ser maior do que o previsto inicialmente na safra 2025/26. A nova estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta crescimento no potencial produtivo das lavouras, impulsionado pelas condições favoráveis registradas nos primeiros meses de desenvolvimento da cultura.
Apesar da redução na área cultivada, a revisão para cima da produtividade elevou a projeção da safra estadual para 6,27 milhões de toneladas de algodão em caroço, reforçando a posição de Mato Grosso como principal produtor da fibra no Brasil.
Área plantada recua diante de preços menos atrativos
De acordo com o levantamento de junho de 2026, a área destinada ao cultivo de algodão permanece estimada em 1,38 milhão de hectares. O número representa uma retração de 11,11% em relação ao ciclo anterior.
Segundo o Imea, a redução está diretamente relacionada ao cenário de mercado enfrentado pelos cotonicultores. Os preços da fibra considerados menos atrativos e os elevados custos de produção influenciaram a decisão dos produtores, resultando em menor expansão da cultura nesta temporada.
Produtividade surpreende e impulsiona projeção da safra
Mesmo com a diminuição da área cultivada, as perspectivas de rendimento melhoraram significativamente. O instituto revisou a produtividade média do algodão em caroço para 304,02 arrobas por hectare, aumento de 6,32 arrobas por hectare em comparação com a estimativa divulgada em maio.
O avanço reflete o bom desempenho das lavouras durante os primeiros estágios de desenvolvimento, favorecido por condições climáticas adequadas e bom estabelecimento das plantas no campo.
Segundo a análise do Imea, o cenário observado até o momento contribuiu para elevar o potencial produtivo das áreas cultivadas e compensar parte da redução na superfície plantada.
Produção é revisada para 6,27 milhões de toneladas
Com o ajuste na produtividade, a estimativa para a produção total de algodão em caroço em Mato Grosso foi elevada para 6,27 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 2,12% em relação à projeção anterior divulgada pelo instituto.
A nova previsão reforça a expectativa de uma safra robusta, mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo setor ao longo do planejamento da temporada.
Clima seguirá determinando o resultado final da safra
Embora os números atuais sejam positivos, o Imea destaca que a consolidação do potencial produtivo ainda dependerá das condições climáticas ao longo dos próximos meses.
Fatores como regime de chuvas, temperatura e sanidade das lavouras continuarão sendo determinantes para confirmar o rendimento projetado e garantir o alcance da produção estimada.
Com uma das maiores áreas de algodão do mundo concentradas no estado, Mato Grosso segue como protagonista da cotonicultura nacional, setor que desempenha papel estratégico nas exportações brasileiras e no abastecimento da indústria têxtil global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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