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Brasil exporta pela primeira vez HPDDG para China e fortalece mercado de nutrição animal

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FS inicia exportação de HPDDG brasileiro para a China

A FS, uma das principais produtoras de etanol e nutrição animal do Brasil, realizou a primeira venda de High-Protein Dried Distillers Grains (HPDDG) com destino à China, marcando um avanço do país na produção de ingredientes de alto valor agregado para nutrição animal.

O contrato, firmado em janeiro de 2026, prevê o envio de 3 mil toneladas métricas do produto FS Essencial, desenvolvido a partir da biorefinaria de milho da companhia. As cargas estão atualmente no Porto de Santos, com embarque programado para os próximos dias, abrindo caminho para entregas regulares a clientes chineses.

Expansão do Brasil no mercado global de ingredientes proteicos

A operação representa um passo importante para o comércio exterior brasileiro, ampliando o portfólio de exportação de produtos derivados do milho com tecnologia avançada e logística eficiente.

“Este primeiro embarque marca a entrada do HPDDG brasileiro no mercado chinês e reforça o potencial do Brasil na exportação de ingredientes de maior valor agregado para nutrição animal. A China exige qualidade, escala e confiabilidade – atributos nos quais a FS se destaca”, afirma Victor Trenti, diretor comercial da FS.

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A China é um dos maiores mercados globais de nutrição animal, com crescente demanda por ingredientes ricos em proteína e energia, essenciais para formulações industriais em cadeias de suínos, aves e peixes. Produtos como o HPDDG contribuem para eficiência nutricional, padronização das rações e otimização logística, fatores críticos em operações industriais de grande escala.

Fortalecimento da cadeia nacional de biorefinarias

Com o envio do HPDDG brasileiro, a FS reforça a competitividade da cadeia nacional de biorefinarias de milho e cria oportunidades para o aumento das exportações de produtos de maior valor agregado.

O movimento também posiciona o Brasil como fornecedor estratégico para mercados internacionais que exigem ingredientes de alta densidade proteica e confiabilidade.

Estratégia internacional e projeção de crescimento

A operação chinesa integra a estratégia da FS de expandir mercados internacionais para produtos de nutrição animal de alto valor. Na safra 24/25, a empresa exportou 30 mil toneladas de bioingredientes para Ásia, América Latina e Europa. Para a safra 25/26, a previsão é ultrapassar 50 mil toneladas, com embarques significativos para Indonésia e Vietnã, enquanto a safra 26/27 deve dobrar o volume, impulsionada principalmente pela China.

“Ampliamos nossa capacidade produtiva para levar ao mercado global produtos com alto padrão técnico, consistência e eficiência logística. Esse embarque consolida a posição do Brasil como fornecedor competitivo de ingredientes para nutrição animal”, destaca Brian Patrick Mike, gerente comercial da FS.

Expansão da capacidade produtiva da FS até 2027

Para atender à demanda internacional, a FS planeja expandir sua capacidade produtiva até 2027, com novas plantas e ampliação das unidades existentes. Atualmente, a companhia opera três plantas em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste (MT) e iniciará ainda este ano a operação de uma quarta planta em Campo Novo do Parecis (MT).

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A expansão reforça o compromisso da FS com crescimento sustentável e consolidação do Brasil como fornecedor global de ingredientes de alta proteína.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

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O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

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As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

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Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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