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Brasil fecha acordo para exportar gergelim à África do Sul em 2024

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O Brasil concluiu negociações fitossanitárias que permitem a exportação de gergelim para a África do Sul. O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que destaca o acordo como um avanço importante para o setor produtivo nacional e para o fortalecimento do agronegócio brasileiro.

África do Sul: mercado estratégico para produtos agropecuários brasileiros

Com mais de 63 milhões de habitantes, a África do Sul é a economia mais diversificada e industrializada da África. Em 2024, o país importou cerca de US$ 635 milhões em produtos agropecuários brasileiros, incluindo carnes, açúcar refinado, café verde e produtos florestais, evidenciando o potencial comercial entre as duas nações.

Exportações de gergelim do Brasil crescem mais de 58% em 2024

As exportações brasileiras de gergelim alcançaram aproximadamente US$ 348 milhões em 2024, apresentando um crescimento superior a 58% em relação a 2023. Esse aumento reflete a crescente demanda internacional pelo produto e a expansão da presença brasileira nos mercados globais.

Agronegócio brasileiro conquista 398 novas oportunidades comerciais desde 2023

Segundo o Ministério da Agricultura, desde o começo de 2023, o agronegócio do Brasil ampliou sua atuação no exterior com a abertura de 398 novas oportunidades comerciais. Essa expansão reforça o papel do país como um dos principais exportadores mundiais de alimentos e produtos agrícolas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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