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Brasil inaugura banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa para reforçar segurança sanitária
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Banco de antígenos fortalece defesa sanitária nacional
O Brasil deu um passo decisivo na proteção do seu rebanho e na manutenção do status de país livre de febre aftosa sem vacinação. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um contrato com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para a criação do primeiro banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa.
O novo repositório funcionará como um estoque estratégico de insumos, garantindo a formulação rápida de vacinas em eventuais surtos localizados da doença.
Parceria tecnológica com a Biogénesis Bagó
Para viabilizar o projeto, o Tecpar firmou, em março de 2025, um acordo de cooperação tecnológica com a Biogénesis Bagó, empresa argentina referência na produção de vacinas veterinárias. A parceria prevê a transferência e internalização de tecnologia, além de contemplar produção, controle de qualidade e armazenamento dos antígenos em território brasileiro.
Estoque inicial e prazo contratual
O contrato, assinado em Brasília, estabelece a criação do banco com 10 milhões de doses de antígenos referentes a dois sorotipos do vírus da febre aftosa que mais circularam no país.
Com vigência de 10 anos, o acordo também prevê o fornecimento imediato de até 10 milhões de doses de vacinas ao Ministério da Agricultura, caso ocorra algum foco da doença.
Garantia do status de país livre sem vacinação
Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa sem vacinação, o Brasil atende, com a criação do banco, a uma das exigências internacionais para manter esse status.
Segundo o ministro Carlos Fávaro, a medida reforça o compromisso do país com a segurança alimentar e a competitividade no mercado global:
“Trata-se de um passo histórico no fortalecimento da pecuária brasileira e do nosso sistema sanitário. O Brasil tornou-se referência mundial em sanidade animal. Esse investimento assegura que continuemos oferecendo produtos de qualidade tanto ao consumidor interno quanto ao mercado internacional”, destacou Fávaro.
Setor produtivo ganha mais segurança
Para o Country Manager da Biogénesis Bagó, Marcelo Bulman, o banco chega em um momento estratégico, no qual o Brasil assume pela primeira vez a liderança mundial na produção de carne bovina, com 12,35 milhões de toneladas em 2025, superando os Estados Unidos.
“A Biogénesis Bagó é responsável pelos bancos de antígenos da Argentina, dos Estados Unidos, Canadá, Taiwan e Coreia do Sul. É um orgulho e uma grande responsabilidade contribuir com a segurança sanitária do rebanho brasileiro”, afirmou Bulman.
Investimento em pesquisa e resposta a emergências
De acordo com Fabrício Bortolanza, gerente de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Biogénesis Bagó Brasil, a criação do banco nacional consolida o trabalho da companhia em fortalecer a sanidade animal nas Américas.
“Investimos continuamente em pesquisa e desenvolvimento para atender às necessidades específicas de cada país e garantir uma resposta eficaz em situações emergenciais”, explicou o executivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mapa e Polícia Civil apreendem bebidas clandestinas em Curitiba
Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na apreensão de bebidas produzidas e comercializadas de forma irregular em Curitiba. A ação foi realizada no dia 3 de junho e identificou a fabricação e a venda de licores e cachaças sem registro no Mapa, em desacordo com a legislação federal.
A fiscalização contou com a participação de auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov-PR) e do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), com apoio da Delegacia de Crimes contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), da Polícia Civil, e do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR).
A operação foi desencadeada a partir de denúncia recebida pela Polícia Civil e contou com a atuação integrada do Mapa, que já acompanhava o estabelecimento e adotava medidas de fiscalização relacionadas à atividade. Durante a ação, foram constatadas irregularidades na produção e na comercialização de bebidas sem registro, em desacordo com as exigências legais aplicáveis ao setor.
A fabricação ocorria em um imóvel adaptado para essa finalidade, enquanto os pontos de venda funcionavam nas proximidades da Pedreira Paulo Leminski e da Ópera de Arame, importantes pontos turísticos da capital paranaense.
Durante a operação, foram apreendidos produtos prontos para comercialização, bebidas em processo de fabricação, embalagens, rótulos e insumos utilizados na produção. Ao todo, foram recolhidas 61 garrafas de licor de diversos sabores, 56 garrafas sem rotulagem, nove garrafas de cachaça, 56 garrafas abertas em uso, três barris de cachaça, 551 minigarrafas de licor, seis bombonas de 20 litros contendo bebidas e 87 recipientes com misturas utilizadas na produção de cachaça e ingredientes vegetais.
Também foram coletadas amostras de cachaça com jambu e de licor para análises físico-químicas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Jundiaí (SP). Os resultados subsidiarão os procedimentos administrativos decorrentes da fiscalização.
Em razão das irregularidades constatadas, foi lavrado auto de infração contra o estabelecimento.
A fiscalização realizada pelo Mapa tem papel fundamental na garantia da qualidade e da segurança dos produtos ofertados à população. Além de combater a produção e a comercialização clandestinas, as ações contribuem para assegurar a conformidade das bebidas com a legislação vigente, promovendo a concorrência leal e a proteção dos consumidores.
O registro dos estabelecimentos e das bebidas permite a rastreabilidade da produção e fortalece os mecanismos de controle e fiscalização. A atuação integrada dos órgãos envolvidos busca coibir irregularidades e preservar a saúde pública.
As investigações e os procedimentos administrativos relacionados ao caso seguem em andamento.
O Mapa é o órgão responsável pelo registro e pela fiscalização dos estabelecimentos produtores de bebidas no Brasil. Toda bebida comercializada no país deve ser produzida por estabelecimento previamente registrado no Ministério, e seus rótulos devem conter o respectivo número de registro. A exigência também se aplica aos produtos artesanais e coloniais.
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