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Brasil participa da 45ª Reunião do Comitê Executivo do IICA e reforça compromissos com agropecuária sustentável
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A delegação brasileira integrou a 45ª Reunião Ordinária do Comitê Executivo do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), realizada nos dias 19 e 20 de agosto, em Lima, no Peru. O encontro reuniu representantes de 34 países membros e discutiu estratégias conjuntas para fortalecer a agricultura nas Américas.
O Brasil esteve representado pelo secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, e pelo adido agrícola no Peru, Warley Efrem Campos.
Durante as sessões técnicas, a comitiva reforçou o compromisso brasileiro com uma agropecuária sustentável, inclusiva e inovadora. Cleber Soares apresentou iniciativas nacionais voltadas à segurança alimentar, climática e energética, destacando a transferência de tecnologia por meio do Mapa e da Embrapa. Também foi ressaltada a cooperação com o Instituto Caribenho de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola (CARDI), com foco no fortalecimento da agricultura no Caribe.
Outro ponto discutido foi a Plataforma de Ação Climática na Agricultura (PLACA), única iniciativa regional dedicada à integração de esforços para cumprimento do Acordo de Paris no setor. O Brasil, vice-presidente da plataforma, defendeu a ampliação de redes de conhecimento e a capacitação de produtores para sistemas produtivos resilientes ao clima.
A reunião serviu ainda para alinhar os preparativos da 23ª Junta Interamericana de Agricultura (JIA), que será sediada pelo Brasil de 4 a 6 de novembro de 2025, em Belém (PA). O encontro ocorrerá na semana anterior à COP30 e deverá reunir ministros da agricultura das Américas para debater segurança alimentar e climática. Na ocasião, será escolhida a nova Direção Geral do IICA, com três candidaturas apresentadas: Mohammad Ibrahim (Guiana), Laura Suazo (Honduras) e Fernando Mattos (Uruguai).
A delegação brasileira também apresentou as prioridades do país para a COP30, entre elas a recuperação de pastagens degradadas, a agricultura de baixo carbono e a iniciativa RAIZ (Resilient Agriculture Implementation for net-Zero Land Degradation), voltada à restauração de terras e produção sustentável.
Paralelamente às discussões do Comitê Executivo, o Brasil realizou encontros bilaterais com representantes de Argentina, Paraguai, Uruguai, São Vicente e Granadinas, Barbados, Panamá, México, Honduras, Guatemala, República Dominicana, Estados Unidos e Dominica, tratando de cooperação técnica, comércio e segurança alimentar.
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

