AGRONEGOCIOS
Brasil pode ter mais de 730 mil jumentos, indicam dados internacionais atualizados
AGRONEGOCIOS
Estimativa internacional amplia visão sobre rebanho de jumentos
Um levantamento recente da World Population Review aponta que a população de jumentos no Brasil ultrapassou 730 mil animais em 2026.
O número é significativamente superior às estimativas anteriormente divulgadas por algumas organizações, sendo pelo menos dez vezes maior, segundo especialistas do setor.
Dados têm base em organismos internacionais
As estimativas são fundamentadas em informações de fontes oficiais internacionais, como a Organização das Nações Unidas, por meio da FAO, além de institutos estatísticos globais.
A partir desses dados, a entidade elabora projeções baseadas em tendências recentes, contribuindo para uma leitura mais atualizada da população asinina no país.
Falta de dados nacionais atualizados limita análises
No Brasil, a ausência de levantamentos recentes sobre o rebanho de jumentos ainda representa um desafio.
O último dado oficial disponível foi divulgado pelo IBGE, por meio do Censo Agropecuário de 2017. Desde então, não houve atualização periódica consolidada sobre a população da espécie.
Redução histórica está ligada à perda de função econômica
Apesar do número atual mais elevado, especialistas reconhecem que houve uma redução progressiva do rebanho ao longo das últimas décadas.
Esse movimento está diretamente associado à mecanização das atividades rurais, que reduziu a utilização dos jumentos como força de trabalho no campo. Como consequência, muitos animais foram abandonados, impactando também os registros oficiais.
Integração de dados amplia qualidade das análises
A utilização de levantamentos internacionais contribui para enriquecer o debate sobre a espécie no Brasil.
Essas informações permitem análises mais consistentes por parte de pesquisadores, gestores públicos e do setor produtivo, além de auxiliar na formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável da atividade.
Planejamento e organização são desafios para o setor
Especialistas destacam que o futuro da criação de jumentos depende menos de debates polarizados e mais de ações estruturadas.
Entre os principais pontos estão:
- Planejamento técnico
- Regulação eficiente
- Integração entre pesquisa científica, setor produtivo e poder público
- Atualização contínua das bases de dados
Esses fatores são considerados essenciais para orientar estratégias e fortalecer a cadeia produtiva.
Espécie apresenta potencial econômico crescente
Pesquisas em universidades brasileiras indicam que os jumentos possuem potencial para produção de leite, carne e outros derivados, atendendo tanto o mercado interno quanto o externo.
Esse cenário abre novas oportunidades para o desenvolvimento da atividade no país.
Nordeste brasileiro reúne condições favoráveis
O Brasil, especialmente a região Nordeste, apresenta vantagens competitivas para a criação de jumentos.
A espécie possui alta eficiência metabólica e capacidade de adaptação, conseguindo converter vegetação de baixo valor nutricional em energia com maior eficiência que bovinos.
Além disso, o sistema de criação a pasto, viável em amplas áreas do país, reduz custos de produção e favorece o bem-estar animal, posicionando o Brasil com potencial de destaque no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós
Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.
É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.
Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

- Vilma Clea Oliveira da Silva
Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.
Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]



