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Brasil reage a críticas dos EUA e reafirma soberania em meio a impasse sobre tarifas
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Brasil repudia manifestação dos EUA sobre Judiciário
O governo brasileiro emitiu nesta terça-feira (15) uma nota oficial com tom firme contra declarações recentes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A manifestação brasileira condena o que chamou de “nova intromissão indevida e inaceitável” em assuntos internos, especialmente no âmbito do Judiciário nacional.
O posicionamento foi uma resposta a uma publicação feita pelo governo norte-americano na rede social X (antigo Twitter), que acusava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de atacarem o ex-presidente Jair Bolsonaro e comprometerem a liberdade de expressão no país.
Itamaraty reforça soberania nacional
Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil expressou “deploração e rejeição” às declarações do Departamento de Estado e da Embaixada dos EUA em Brasília, afirmando que as manifestações não condizem com os 200 anos de relações diplomáticas baseadas no respeito entre as duas nações.
Segundo o Itamaraty, “tais manifestações não condizem com os 200 anos da relação de respeito e amizade entre os dois países”.
Comércio bilateral: Brasil mantém diálogo, mas alerta para politização
Apesar das tensões, o governo brasileiro reforçou que segue aberto às negociações comerciais com os EUA, especialmente em relação a tarifas que envolvem interesses mútuos. Desde março, autoridades dos dois países vêm discutindo temas tarifários que afetam os setores produtivos de ambas as economias.
No entanto, o Brasil enfatizou que “a equivocada politização do assunto não é de responsabilidade do Brasil”, reforçando que “a soberania nacional não está e nem estará jamais na mesa de qualquer negociação”.
Publicação dos EUA criticou Lula e STF
A reação do governo brasileiro veio um dia após o Departamento de Estado dos EUA publicar um texto no X afirmando que os supostos ataques de Lula e de Moraes a Bolsonaro “são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil”.
A postagem ainda mencionava uma carta enviada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com críticas à atuação da Justiça brasileira e do governo Lula, afirmando que haveria “consequências” pelas decisões judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e empresas americanas de tecnologia.
Taxação anunciada por Trump agrava cenário
Na semana passada, o presidente Trump anunciou uma medida que acirrou ainda mais os ânimos: a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Segundo o governo norte-americano, a decisão estaria relacionada a medidas tomadas pela Justiça brasileira contra Bolsonaro e ao impacto dessas ações sobre companhias de tecnologia dos EUA.
O episódio amplia as tensões diplomáticas entre os dois países e levanta preocupações sobre os impactos no comércio bilateral.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pescadores profissionais têm até 31 de dezembro para enviar o REAP
Pescadores e pescadoras de todo o país têm até 31 de dezembro para enviar o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025. A entrega é feita por meio da plataforma PesqBrasil, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
O REAP é uma forma de comprovar o exercício do trabalho. Também contribui para manter a Licença de Pesca ativa no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), requisito para o seguro-defeso.
Como preencher o REAP?
– Entre no portal oficial do PesqBrasil – RGP Pescador Profissional e clique em entrar com a sua conta gov.br.
– Informe o que realmente pescou e comercializou, com atenção e sem deixar informações de fora.
– Confira as espécies e o local da pesca antes de enviar o relatório.
– Preencha o REAP todos os meses em que pescou e comercializou. Se não tiver pescado, informe essa situação no relatório.
A regularização é fundamental para manter o acesso às políticas públicas voltadas ao setor pesqueiro.
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura



