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Brasil reforça parcerias comerciais com a Turquia em missão focada em café e carne bovina
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Missão oficial fortalece laços comerciais
Entre os dias 1º e 3 de junho, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma missão oficial à Turquia com o objetivo de ampliar as relações comerciais, especialmente nos setores de café e carne bovina. A comitiva brasileira foi liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, e pelo adido agrícola Diego Rodrigues.
Café brasileiro em destaque na Turquia
Durante a visita, a delegação conheceu a Kahve Dünyası, uma das maiores redes de cafeterias turcas, onde todo o café servido é 100% brasileiro. O grupo acompanhou o processo de torra e moagem do café tradicional turco, patrimônio cultural do país. Para Marcel Moreira, “não é exagero dizer que o tradicional café turco também é brasileiro”, reforçando a presença marcante do Brasil nesse mercado.
Importância do mercado turco para o café
A Turquia é um dos maiores consumidores de café do mundo e representa um mercado em crescimento para o produto brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro do Café (IBC), o Brasil é o maior produtor e exportador global da bebida, com destaque para grãos das regiões de Minas Gerais e Espírito Santo, principais produtoras nacionais. O café brasileiro vem ganhando reconhecimento pela qualidade, ampliando sua participação no mercado turco.
Avanços nas negociações de carne bovina
No segundo dia da missão, a comitiva concentrou esforços no setor de carne bovina. Em reunião com o vice-ministro da Agricultura e Florestas da Turquia, Ahmet Gumen, foram discutidas as negociações comerciais, além de estratégias para promover a sustentabilidade na produção agropecuária e enfrentar os desafios das mudanças climáticas.
Encontro com autoridades turcas do setor
A delegação também se reuniu com Mücahit Taylan, novo gerente geral da Junta da Carne e do Leite, órgão responsável pela importação de carne bovina e pela entrada de bovinos vivos para reprodução, mercado aberto para o Brasil em abril deste ano. A reunião reafirmou o compromisso de ampliar o comércio de carne bovina entre os dois países, um segmento fundamental para o agronegócio brasileiro.
Papel da adidância agrícola nas relações bilaterais
Durante a missão, a comitiva encontrou-se com a embaixadora do Brasil na Turquia, Gilda Neves, para avaliar os avanços trazidos pela recente instalação da adidância agrícola no país. O encontro destacou a importância da pauta agropecuária para fortalecer as relações bilaterais entre Brasil e Turquia.
Marco nas relações comerciais Brasil-Turquia
A missão oficial representou um passo importante na parceria entre os dois países, unindo o potencial do café brasileiro, o dinamismo do setor de carne bovina e a agenda de sustentabilidade para ampliar as oportunidades de comércio e cooperação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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