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Brasil Registra Queda nas Exportações de Arroz em Fevereiro de 2025
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Em fevereiro de 2025, o Brasil exportou 62,5 mil toneladas de arroz (base casca), gerando uma receita de US$ 21,6 milhões. Os dados são fornecidos pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O volume exportado em fevereiro representou uma redução de 43,6% em comparação com o mesmo mês de 2024, quando o Brasil havia embarcado 110,8 mil toneladas. A receita também apresentou uma diminuição significativa, com uma queda de 36,8%.
No que diz respeito às importações, o Brasil adquiriu 152,2 mil toneladas de arroz (base casca) no último mês, com um desembolso de US$ 46,2 milhões. Esse número reflete uma diminuição de 3,7% em relação às importações do mesmo mês de 2024.
Exportações de Arroz Beneficiado
O envio de arroz beneficiado ao mercado internacional somou 22,5 mil toneladas em fevereiro, com uma receita de US$ 11,4 milhões. Em comparação ao ano passado, o volume exportado sofreu um recuo de 68,9%, enquanto a receita apresentou uma queda de 54%.
De acordo com o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, a principal razão para a queda nas exportações foi a colheita mais tardia da nova safra, que começou a ser realizada no final de fevereiro e início de março. Além disso, a produção da safra anterior foi menor, o que limitou a oferta de arroz no mercado.
Os principais destinos do arroz beneficiado em fevereiro foram Peru, Cuba, Cabo Verde, Arábia Saudita, Uruguai, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, Panamá, São Tomé e Príncipe, e Curaçao. O Peru se destacou, com a importação de cerca de 10,6 mil toneladas do cereal, gerando uma receita de US$ 5,3 milhões.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio
Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.
O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.
A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.
No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.
Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.
Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.
O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.
Fonte: Pensar Agro

