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Brasil registra recorde histórico na importação de fertilizantes e amplia exportações agrícolas em 2025

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Importação recorde de fertilizantes impulsiona confiança do produtor

O Brasil encerrou 2025 com um novo recorde histórico na importação de fertilizantes, totalizando 45,5 milhões de toneladas, segundo o Boletim Logístico – Ano IX (janeiro/2026) divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume superou as 44,28 milhões de toneladas registradas em 2024, representando um aumento de 2,68%.

Esse avanço reforça a confiança dos produtores rurais e indica uma maior intenção de ampliação da área plantada e de investimento em produtividade. Os estados de Mato Grosso, Paraná e São Paulo foram os principais consumidores de fertilizantes, mantendo o protagonismo nacional na produção agrícola.

Portos mantêm desempenho sólido e fortalecem logística nacional

Os portos brasileiros desempenharam papel estratégico na manutenção do fluxo de insumos e exportações. O Porto de Paranaguá (PR) segue como principal porta de entrada dos fertilizantes importados, com 10,89 milhões de toneladas movimentadas em 2025 — um leve recuo de 1,36% em relação ao ano anterior.

Os portos do Arco Norte, por sua vez, ampliaram sua relevância logística, com 8,27 milhões de toneladas importadas, acima das 7,5 milhões de toneladas de 2024, o que evidencia maior capacidade operacional e descentralização logística. Já o Porto de Santos (SP) registrou redução de 5,18%, movimentando 8,42 milhões de toneladas.

Exportações agrícolas crescem e reforçam posição do Brasil no comércio global

O ano de 2025 foi marcado também pelo crescimento expressivo das exportações agrícolas brasileiras. O país exportou 172,3 milhões de toneladas de milho, soja e farelo de soja, alta de 6,21% em relação a 2024, quando o volume total foi de 161,6 milhões de toneladas.

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Entre as commodities, a soja em grãos foi destaque, com 108,1 milhões de toneladas exportadas, frente a 98,8 milhões em 2024. O Arco Norte respondeu por 36,2% do total embarcado, seguido pelo Porto de Santos, com 32%, e pelo Porto do Rio Grande, com 8%.

O milho em grãos também apresentou desempenho positivo, somando 40,9 milhões de toneladas exportadas, ante 39,7 milhões no ano anterior. O Porto de Paranaguá ampliou sua participação para 12,3% dos embarques, reforçando sua importância estratégica.

Já as exportações de farelo de soja atingiram 23,3 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 23,1 milhões de 2024. O Porto de Santos manteve a liderança com 43,2% do total, seguido por Paranaguá (27,8%) e Rio Grande (16,9%).

Os estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul foram os principais responsáveis pela origem das cargas exportadas, consolidando sua força no agronegócio brasileiro.

Fretes rodoviários mantêm estabilidade e devem aquecer em fevereiro

O mercado de fretes apresentou comportamento estável em dezembro de 2025, com pequenas oscilações regionais. Em estados como Bahia e Maranhão, a menor movimentação de grãos e estoques reduzidos mantiveram os preços equilibrados. Já em Goiás e Mato Grosso do Sul, a maior demanda por transporte de milho e soja sustentou leves altas nas cotações.

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No Distrito Federal, os fretes subiram entre 1% e 4%, pressionados pelo aumento do custo do diesel. Em contrapartida, no Piauí, a retração da demanda agrícola provocou queda superior a 9% nos preços médios.

O destaque segue com o Mato Grosso, onde o frete permanece em patamar elevado devido à safra recorde e ao alto volume de estoques, com expectativa de novas altas à medida que a colheita da soja se intensifique nos próximos meses.

Para o início de 2026, a Conab projeta manutenção do equilíbrio no curto prazo, com tendência de alta gradual em fevereiro, acompanhando o avanço da colheita e o aumento da demanda por transporte de grãos.

Perspectivas positivas para o agronegócio em 2026

Com o recorde de importação de fertilizantes, a expansão das exportações agrícolas e a logística portuária em ritmo crescente, o Brasil entra em 2026 com expectativas favoráveis para o setor agropecuário.

O Boletim Logístico da Conab reforça que o país mantém estrutura sólida de abastecimento, competitividade internacional crescente e logística cada vez mais integrada, sustentando o agronegócio como pilar estratégico da economia nacional.

Boletim Logístico

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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USDA projeta exportação de 49 milhões de sacas e safra recorde no Brasil

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O Brasil deve exportar 49 milhões de sacas de café (60 kg) na safra 2026/27, volume que sinaliza uma retomada robusta do protagonismo brasileiro no mercado global. A projeção, divulgada nesta quarta-feira (03.06) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), fundamenta-se na expectativa de uma safra nacional recorde, estimada em mais de 70 milhões de sacas.

O dado é um divisor de águas: enquanto o primeiro quadrimestre de 2026 acumulou apenas 11,5 milhões de sacas exportadas — uma queda de 24% frente ao mesmo período de 2025, fruto de estoques internos exauridos por safras anteriores limitadas — o USDA identifica, a partir de abril, o início de uma reversão dessa tendência, com a oferta crescendo para atender à forte demanda internacional.

Um dos pontos de maior atenção é a sinalização de avanço no acordo entre União Europeia e Mercosul. Atualmente, o Brasil já tem isenção tarifária para o café verde na Europa. Contudo, o produto de maior valor agregado — o solúvel, sobre o qual incide uma taxa de 9%, e o torrado e moído (7,5%) — ainda enfrenta barreiras que favorecem concorrentes como o Vietnã. A expectativa é que, com a gradativa redução dessas tarifas a zero nos próximos quatro anos, o café brasileiro ganhe um fôlego extra para dominar o mercado europeu.

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O USDA projeta que os estoques finais da safra 2026/27 alcancem 4,4 milhões de sacas, um aumento frente aos 3,8 milhões previstos para o ciclo atual. Com a promessa de uma colheita volumosa, superando a marca de 70 milhões de sacas, o Brasil tem potencial para elevar suas exportações em até 30%. O desafio agora é equilibrar essa oferta recorde com a volatilidade cambial e as variações climáticas que ditam o ritmo da porteira para fora.

Fonte: Pensar Agro

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