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Brasil sai do Mapa da Fome da ONU e o MPA tem participação efetiva nessa conquista

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No final do mês de julho, foi anunciado pela Organização das Nações Unidas que o Brasil não está mais no Mapa da Fome. O anúncio foi feito durante o evento oficial da 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, em Adis Abeba, na Etiópia.

O resultado, referente aos últimos dois anos, coloca o país em uma posição onde menos de 2,5% da população se encontra em risco de subnutrição e falta de acesso a alimentos, após o agravo que teve seu auge na pandemia. A primeira vez que o Brasil saiu da lista de países do Mapa da Fome foi em 2014 porém, durante o período de 2018 a 2020, a ONU recolocou o país na lista, indicando o aumento da insegurança alimentar.

Aquicultura no radar

No que diz respeito ao combate à fome relacionado com a expansão das práticas aquícolas pelo território brasileiro, o MPA desempenha um papel fundamental com ações que facilitam a aquicultura, e colaboram para que mais pescado chegue à mesa do brasileiro. Como exemplo disso, o Ministério criou o ProAqui (Programa de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura), que foi instituído em 26 de dezembro de 2023.

O ProAqui é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Aquicultura do MPA, que tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável da aquicultura brasileira, fortalecendo a política aquícola, estruturando cadeias produtivas, ampliando a inclusão socioeconômica e incentivando o crescimento responsável do setor produtivo. Segundo a secretária nacional de aquicultura do MPA, Fernanda Gomes de Paula, “o Programa busca impulsionar a produção aquícola nacional por meio do ordenamento e regularização, da assistência técnica, capacitação e transferência de tecnologia, estimulando a pesquisa e inovação e, consequentemente, a competitividade do setor“.

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O público-alvo do ProAqui abrange todos os agentes envolvidos na cadeia produtiva da aquicultura, com foco em aquicultores; empreendedores e empresas aquícolas; cooperativas e associações de aquicultores; instituições de pesquisa, ensino e extensão; órgãos públicos e entidades parceiras, além de instituições financeiras e organizações que apoiam políticas de fomento ao setor.

Também voltado para a aquicultura nacional, o MPA tem a política de Aquicultura em Águas da União, que neste governo celebrou 491 contratos de cessão, com capacidade de produção de 275.344 toneladas de pescado por ano, podendo gerar mais de 15.300 empregos. Essa política pública visa regularizar e fomentar a produção aquícola em corpos hídricos da federação, como oceanos, reservatórios de usinas hidrelétricas, açudes e rios. A iniciativa busca atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento sustentável da aquicultura, seguindo os pilares da sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Ações do MPA promovem a educação, a pesca e o acesso ao pescado

Outras iniciativas também foram implementadas, garantindo assistência técnica, qualificação e transferência de renda, como o Programa Saberes das Águas, o Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, o Programa Restaurante Universitário na Hora do Pescado, e o Programa Saúde das Águas e Ações de enfrentamento à tragédia de derramamento de petróleo, que atingiu o litoral brasileiro em 2019.

O MPA também promoveu articulação com os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário para que as regras do Plano Safra (2025/2026) e do Plano Safra da Agricultura Familiar abrangessem, também, a pesca e a aquicultura, em especial a pesca artesanal, gerando um aumento de 120% no número de contratos, com investimentos de R$ 398 milhões.

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Foi facilitado o acesso aos Programas de Compras Governamentais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que leva o pescado nacional da pesca artesanal e da aquicultura às mesas das escolas pelo país . Na safra 2023/2024, mais de 3 mil toneladas de pescado foram comercializadas no PAA, gerido pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), e em 2025 foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Educação para aumentar a oferta de pescado nas merendas escolares e restaurantes universitários.

No quesito combate à insegurança alimentar, também se destaca o Programa Povos da Pesca Artesanal, desenvolvido pela Secretaria Nacional de Pesca Artesanal, que está em alinhado ao PLANSAN (Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), clique aqui e saiba tudo sobre esse programa.

Sobre o Mapa da Fome

O Mapa da Fome é um índice elaborado pela FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (Food and Agriculture Organization). A FAO é uma agência intergovernamental especializada da ONU que trabalha para combater a fome e melhorar a nutrição e a segurança alimentar em todo o mundo, e o Mapa da Fome é um indicador global que identifica países onde a porcentagem da população que sofre de subnutrição excede 2,5%.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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