CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

BRF Ingredients investe R$ 20 milhões e amplia produção de farinhas para empanados em Toledo (PR)

Publicados

AGRONEGOCIOS

A BRF Ingredients (BRFi), unidade de negócios da BRF focada na produção de ingredientes de alto valor agregado, anunciou a ampliação de sua planta industrial em Toledo (PR). Com um investimento superior a R$ 20 milhões, a unidade aumentará sua capacidade produtiva em 37%, com o objetivo de atender à crescente demanda por farinhas de empanamento utilizadas em produtos do portfólio da BRF.

“A BRF Ingredients é um ativo estratégico para a BRF, tanto para os negócios quanto para a agenda de sustentabilidade”, afirma Marcel Sacco, vice-presidente de Novos Negócios da BRF.

Produção 100% integrada à cadeia BRF

A expansão da planta visa não apenas o aumento da eficiência, mas também a internalização da produção das farinhas de empanamento utilizadas nos produtos BRF. A unidade é responsável pela produção de três tipos de farinha:

  • Farinha Ligante (Binder) – que garante aderência;
  • Farinha Cracker – que proporciona crocância e textura;
  • Farinha Expandida (Breadcrumb) – que confere coloração dourada e crocância aos empanados.

“A produção integrada à cadeia BRF proporciona redução de custos, ganho logístico e padronização da qualidade em escala global”, completa Sacco.

A expectativa é que a planta passe a atender 100% da demanda interna de empanados da BRF.

Leia Também:  Preços da Laranja de Mesa Sobem com Demanda em Alta no Sudeste
Geração de empregos e impacto regional

A unidade da BRF em Toledo é uma das mais relevantes da empresa, com mais de 7 mil colaboradores atuando em áreas como logística, processados, aves, suínos, manutenção e qualidade. Com a ampliação, 30 novos postos de trabalho diretos serão gerados, além de empregos indiretos nas áreas de manutenção, logística e serviços terceirizados, contribuindo significativamente para a economia local.

BRF Ingredients: crescimento sólido no mercado

No primeiro trimestre de 2025, a BRFi, junto às demais unidades de Novos Negócios da BRF, alcançou R$ 655 milhões em receita líquida, com EBITDA de 11,5%. A empresa atua em três frentes principais:

  • Animal Nutrition
  • Food Ingredients
  • Human Health

Com 29 unidades operacionais e exportações para 14 países, incluindo Estados Unidos, França, Chile, Tailândia e África do Sul, a BRF Ingredients se destaca por sua atuação global, inovação e compromisso com a sustentabilidade.

Portfólio diversificado e reconhecido internacionalmente

O portfólio da BRFi contempla soluções para diferentes segmentos:

  • Animal Nutrition

Destaque para a BioActio Health & Performance, proteína hidrolisada de frango com ação antioxidante e imunológica.

  • Food Ingredients
  • Farinhas de empanamento
  • Aromas naturais da linha NatSense
  • Proteínas de soja, com foco em sabor e textura para a indústria alimentícia
Leia Também:  Consórcio Massey Ferguson cresce 35% em 2025 e amplia participação nas vendas de máquinas agrícolas
Human Health
  • Heparina Crua, usada na produção de anticoagulantes injetáveis
  • Válvulas cardíacas In Natura, utilizadas em implantes humanos
  • Inovação reconhecida com prêmios do setor

A BRF Ingredients tem se destacado no setor com premiações que refletem seu compromisso com a inovação e sustentabilidade:

  • Vencedora do F3 Krill Replacement Challenge 2025, com o BioActio Health & Performance
  • Prêmio Best Ingredients Suppliers (BIS), na categoria Proteínas de Soja

Essas conquistas reforçam o papel da BRFi como um dos pilares de crescimento sustentável da BRF, contribuindo com soluções inovadoras para os mercados de alimentos, nutrição e saúde.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

Publicados

em

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

Leia Também:  Jovem produtor gaúcho embarca para o Canadá com apoio da Natter para ampliar conhecimentos no agronegócio

INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

Leia Também:  MPA, Itaipu e C. Vale apresentam piscicultura brasileira ao Ministério do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Paraguai

Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA