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Busca por Qualidade e Sabor Impulsiona Produção de Melancia no Rio Grande do Sul
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A crescente valorização de frutas com melhor aparência, sabor marcante e maior durabilidade tem transformado as estratégias de produção agrícola no Brasil. No Rio Grande do Sul, essa tendência é especialmente perceptível na cadeia da melancia, onde produtores têm buscado cultivares mais atrativas e rentáveis para atender à demanda do consumidor moderno.
Em municípios como Rio Pardo, a venda direta ao público tem se tornado um diferencial competitivo. Nessa região, o cultivo da melancia Rochedo vem ganhando destaque como alternativa para produtores que buscam diferenciação de mercado, fidelização de clientes e maior retorno econômico.
Tradição Familiar e Inovação Andam Lado a Lado em Rio Pardo
Na localidade de Passo da Taquara, o cultivo de melancia é uma tradição que atravessa gerações. Há cerca de seis anos, as famílias produtoras da região passaram a apostar na variedade Rochedo, que rapidamente se consolidou pelo bom desempenho agronômico, peso elevado dos frutos e excelente padrão visual.
Os resultados positivos no campo têm garantido estabilidade e rentabilidade às propriedades rurais, mesmo em anos de condições climáticas desafiadoras. A nova geração de produtores destaca que a escolha da cultivar está diretamente ligada à experiência do consumidor final, com foco na qualidade sensorial da fruta.
Sabor e Aparência Garantem Fidelização e Expansão da Área Plantada
Com forte presença no comércio local, onde o contato direto com o público é essencial, o sabor adocicado e a coloração interna avermelhada da melancia Rochedo têm sido fatores determinantes para o sucesso da variedade.
A recompra constante por parte dos consumidores e o boca a boca positivo impulsionaram o crescimento gradual da área plantada, consolidando o produto como referência de qualidade no mercado regional. A valorização do sabor e da textura crocante tem aproximado o produtor do consumidor e fortalecido o vínculo entre campo e mesa.
Desempenho Agronômico Sustenta Expansão da Cultivar Rochedo
Além do apelo comercial, a eficiência produtiva da cultivar Rochedo é um dos pilares de sua popularização. Os frutos apresentam vermelho interno intenso e sementes menores, características que favorecem o aproveitamento da polpa e melhor conservação pós-colheita — tanto em feiras quanto em gôndolas de supermercados.
A cavidade curta e rasa, somada à polpa firme e crocante, garante excelente qualidade mesmo após o transporte e o armazenamento. A boa sanidade das plantas, especialmente próxima à colheita — que ocorre cerca de 70 dias após o transplante —, e a uniformidade dos frutos reforçam o potencial da variedade.
Produtividade Alta e Resistência Completam o Pacote de Vantagens
Nos primeiros cortes, é comum obter frutos acima de 14 quilos, com boa formação de ramas e tolerância a doenças, o que assegura produtividade e padrão superior. Essa combinação de resistência, sabor e aparência torna a melancia Rochedo uma opção estratégica para produtores que buscam se destacar no mercado e garantir sustentabilidade econômica na atividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cooperativa do Cerrado Mineiro realiza exportação inédita de café especial naturalmente descafeinado para o Japão
A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), referência na produção de cafés especiais do Cerrado Mineiro, realizou uma exportação inédita de café especial naturalmente descafeinado para o Japão, consolidando um novo posicionamento estratégico do Brasil no mercado global de cafés premium.
O embarque envolveu 8,4 toneladas do produto em grãos — equivalentes a 140 sacas de 60 kg — e representa um marco histórico para o setor cafeeiro nacional. O processo de estufagem ocorreu em 27 de abril, na sede da cooperativa, e a carga foi embarcada pelo Porto de Santos (SP) no último dia 6 de maio.
Volume exportado supera embarques anuais do Brasil em café descafeinado
O volume enviado pela Expocacer supera, sozinho, todas as exportações brasileiras de café não torrado descafeinado registradas nos últimos anos.
Dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam que o Brasil exportou:
- 832 kg de café descafeinado não torrado em 2025;
- 698 kg do mesmo produto em 2024.
Na prática, a operação realizada pela cooperativa mineira supera em:
- 910% o total exportado pelo país em 2025;
- 1.100% o volume registrado em 2024.
Estratégia de rebranding mira mercados premium e consumidores exigentes
Segundo a Expocacer, a iniciativa faz parte de um trabalho estratégico de reposicionamento internacional desenvolvido ao longo dos últimos três anos.
O projeto buscou identificar novas oportunidades e tendências globais de consumo, incluindo o crescimento da demanda por cafés especiais descafeinados de alta qualidade.
De acordo com o diretor comercial da cooperativa, Italo Henrique, a operação inicial tem foco na construção de mercado e consolidação comercial.
“A exportação das 140 sacas de café especial ‘decaf’, produzido e naturalmente descafeinado no Brasil, para o Japão, neste primeiro momento, é mais voltada à construção de mercado do que focada em escala imediata”, explica.
Mercado de café descafeinado cresce impulsionado por bem-estar e saúde
A demanda global por cafés descafeinados vem ganhando força, especialmente em mercados maduros e sofisticados, como o japonês.
Segundo Italo Henrique, o produto deixou de ocupar apenas um nicho de mercado e passou a integrar uma categoria estratégica, associada a bem-estar, saúde e consumo premium.
“O café descafeinado vem deixando de ser visto apenas como produto de nicho e passando a ser entendido como uma categoria estratégica, com espaço para origem, qualidade, sustentabilidade e relacionamento de longo prazo”, afirma.
Estudos recentes apontam crescimento médio anual de cerca de 7% no mercado mundial de café descafeinado, impulsionado principalmente por consumidores que desejam reduzir a ingestão de cafeína sem abrir mão da qualidade sensorial da bebida.
Japão amplia demanda por cafés especiais descafeinados
O primeiro lote exportado pela Expocacer foi adquirido pela Cerrad Coffee & Company, empresa sediada em Tóquio especializada em cafés especiais brasileiros.
Segundo Carlos Akio Yamaguchi, responsável pelo Controle de Qualidade de Importações da companhia, o mercado japonês tem ampliado a procura por cafés descafeinados de alta qualidade.
“Descafeinado de café especial é muito raro. Essa inédita demanda junto à Expocacer é por um bourbon produzido no Cerrado Mineiro. São cafés de alta qualidade e isso é uma novidade no mercado japonês”, destaca.
O executivo afirma que o consumo vem crescendo principalmente entre jovens e mulheres grávidas, acompanhando tendências globais ligadas à saúde e bem-estar.
Processo natural preserva qualidade do café especial
A descafeinação do produto foi realizada em Sooretama (ES), pela DM Descafeinadores do Brasil, empresa formada pela parceria entre a Eisa Interagrícola — braço da multinacional suíça ECOM Agroindustrial — e a mexicana Descamex.
O método utilizado foi o “Mountain Water”, considerado um processo premium de descafeinação natural.
A tecnologia utiliza apenas água e sólidos solúveis extraídos do próprio café para remover a cafeína, preservando as características sensoriais do grão sem utilização de solventes químicos.
O processo inclui:
- Pré-limpeza e hidratação dos grãos;
- Extração da cafeína sob controle de temperatura, pressão e vácuo;
- Tripla secagem;
- Polimento e embalagem final.
Café exportado foi produzido no Cerrado Mineiro
O café especial naturalmente descafeinado exportado ao Japão foi produzido pelo cooperado Eduardo Pinheiro Campos, na Fazenda Dona Neném, em Presidente Olegário (MG).
O lote é da variedade bourbon amarelo e apresenta perfil sensorial com notas de:
- Floral;
- Mel;
- Melaço;
- Tangerina;
- Laranja;
- Cereja.
O café também se destaca pela acidez cítrica, corpo aveludado e finalização prolongada.
Fazenda referência em inovação e cafés especiais
A Fazenda Dona Neném possui cerca de 1.400 hectares dedicados à produção de cafés especiais e preservação ambiental.
A propriedade mantém parcerias de pesquisa com instituições como Embrapa e Rehagro e acumula certificações internacionais importantes, entre elas:
- Rainforest Alliance;
- Nespresso;
- Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro.
Recentemente, a fazenda conquistou destaque nacional ao vencer a categoria Cereja Descascado no 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro, com um café avaliado em 90,59 pontos e comercializado a R$ 200 mil por saca — valor recorde da premiação.
Japão amplia importações de café brasileiro
O Japão segue entre os principais mercados compradores do café brasileiro.
Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os japoneses importaram 2,647 milhões de sacas de 60 kg em 2025, volume 19,4% superior ao registrado em 2024.
Com isso, o país asiático consolidou a quarta posição entre os maiores importadores de café do Brasil no último ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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