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C.Vale registra aumento de 14% no recebimento de mandioca e amplia produção de amido no Paraná
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Crescimento expressivo no recebimento de mandioca
A C.Vale apresentou, durante a Assembleia Geral Ordinária, realizada em 6 de fevereiro, na Asfuca de Palotina (PR), os resultados referentes ao desempenho de seus principais segmentos em 2025. Entre os destaques, esteve o avanço no recebimento de raiz de mandioca nas amidonarias de Terra Roxa e Assis Chateaubriand, ambas no Paraná.
Ao longo do ano, as duas unidades receberam 138.940 toneladas de mandioca, volume que representa um crescimento de 14,06% em comparação com o total registrado em 2024.
Expansão na produção de amido
Com o aumento do recebimento da matéria-prima, a cooperativa também ampliou a produção de amido. O processamento da raiz de mandioca resultou na fabricação de 53.641 toneladas de fécula, que tiveram como destino os setores papeleiro, têxtil e alimentício — segmentos que utilizam o amido como insumo essencial em suas linhas de produção.
Sustentabilidade e eficiência produtiva
O desempenho positivo reflete o fortalecimento das atividades agroindustriais da cooperativa e o investimento contínuo em eficiência produtiva. A C.Vale segue ampliando sua atuação no setor de amidos, reforçando o papel da mandioca como importante cultura para o agronegócio paranaense.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Como os municípios podem se preparar para os impactos do El Niño na pesca e aquicultura
El Niño e outros eventos climáticos extremos podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores da pesca e da aquicultura. Podem provocar mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil. Confirmado em junho deste ano, o El Niño tem previsão de persistir até, pelo menos, o início de 2027, com impactos que podem variar de acordo com o território.
Para a pesca e a aquicultura, essas alterações podem representar desafios diferentes. Em áreas do Norte e Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

- Prefeitura de São Lourenço do Sul – Agência Brasil
Como os municípios podem se preparar?
As informações meteorológicas e hidrológicas oficiais podem ser acompanhadas por meio do portal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na plataforma, é possível observar os dados das condições que podem afetar rios, lagos, reservatórios e áreas de cultivo. São esses dados que ajudam a identificar mudanças que possam interferir na pesca, na navegação, na qualidade da água ou na produção aquícola.
Também é importante manter canais de comunicação com pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas. Essas redes podem contribuir para a disseminação de alerta, orientações de segurança e informações sobre alterações nas condições de trabalho e produção.
Outro ponto de atenção é a qualidade da água na aquicultura. Variações de temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros podem afetar o desenvolvimento e a saúde dos animais cultivados. O acompanhamento dessas condições permite identificar situações de risco com maior antecedência.
Informação e planejamento fazem a diferença
A resposta aos impactos climáticos não depende de uma única área. A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas.
O registro de situações como danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção ou ocorrências de mortalidade de peixes também é importante. Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes.
Os efeitos do El Niño não são iguais em todo o país. Por isso, conhecer as características de cada território, acompanhar as informações atualizadas e manter a comunicação com quem vive da pesca e da aquicultura são medidas importantes para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
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