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Cacau de Rondônia se consolida como nova fronteira produtiva e impulsiona estudos em irrigação de precisão
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O cacau de Rondônia vem ganhando relevância no cenário nacional e internacional, consolidando-se como uma nova fronteira produtiva. Em 2025, o estado conta com 6.950 hectares plantados, com expectativa de chegar a 7.700 hectares em 2026 e ultrapassar 12 mil hectares até 2030.
Atualmente, Rondônia ocupa o 4º lugar no ranking nacional de produção e é o 2º maior produtor da Região Norte, com forte presença da agricultura familiar. São cerca de 3.200 produtores envolvidos, que produzem 8.700 toneladas de cacau ao ano, com produtividade média de 1.250 kg por hectare, conforme destaca Vanessa Manetti, RTV da Netafim na região.
Qualidade e inovação impulsionam a cacauicultura
O estado não apenas expande a área plantada, mas também foca em qualidade e inovação. Iniciativas como o Concacau, concurso que premia produtores, incentivam o uso de clones mais produtivos e promovem o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva.
O movimento de modernização também alcança o Sul da Bahia, região histórica do cacau brasileiro. A adoção de tecnologias de irrigação de precisão tem proporcionado maior regularidade da safra, eficiência no uso da água e segurança climática, aliados estratégicos para aumentar a produtividade.
Irrigação de precisão como diferencial produtivo
A Netafim, líder mundial em irrigação por gotejamento, está conduzindo estudos especializados em irrigação de cacau, com foco em Rondônia e Sul da Bahia. O objetivo é desenvolver sistemas adaptados à realidade local, considerando fatores como clima, solo, topografia e perfil produtivo de cada propriedade.
Segundo Emerson Silva, gerente de Iniciativas Comerciais da Netafim, “esse cacau que está surgindo nas novas fronteiras produtivas será, inevitavelmente, irrigado. A irrigação oferece segurança e reduz riscos climáticos, sendo fundamental para a cadeia.”
Expansão sustentável e oportunidades no setor
Além de aumentar a produção e reduzir riscos, a expansão da cacauicultura irrigada permite a implementação de sistemas agroflorestais, que ajudam a recuperar áreas degradadas e aumentar a resiliência do cultivo.
A Netafim também promoveu workshops com distribuidores e produtores, com o objetivo de levar ciência, inovação e soluções sob medida para cada região. “O momento é promissor: o mercado está comprador e o Brasil tem potencial para se tornar um dos grandes players globais do cacau”, afirma Silva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Queijo de cabra de Barbacena (MG) conquista Super Ouro no Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026
Barbacena (MG) celebra destaque nacional na produção de queijos artesanais
O queijo maturado de leite de cabra meia cura com sabor defumado, produzido pelo laticínio Caprikil, de Barbacena (MG), foi um dos grandes vencedores do Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026 ao receber a distinção Super Ouro.
Entre os 22 queijos que alcançaram nota máxima (100 pontos) e foram considerados sem defeitos pelos jurados, apenas dez conquistaram o título especial. A produção mineira estreou no concurso já entre os destaques, consolidando reconhecimento imediato no cenário da queijaria artesanal.
Da criação de cabras à produção premiada
A história da Caprikil começou de forma inesperada em 2022, quando a produtora Ádila Gomes iniciou a criação de cabras com o objetivo inicial de comercializar leite como alternativa de renda rural.
O plano mudou quando o transporte do leite deixou de atender a propriedade, dificultando o escoamento da produção. Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de transformar o leite em queijo.
Uma mensagem recebida por uma rede social de um restaurante de Barbacena acabou sendo o ponto de virada. Sem experiência prévia na área, Ádila decidiu apostar na produção artesanal, buscou capacitação e realizou cursos especializados em queijos de leite de cabra, iniciando uma nova fase do negócio.
Assistência técnica fortalece gestão e produção rural
Desde setembro de 2025, a queijaria passou a integrar o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), executado pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sindicato Rural de Barbacena.
A técnica de campo Letícia Campos acompanha a propriedade e atua em áreas como manejo do rebanho, higiene, processos produtivos e gestão empresarial.
Segundo ela, um dos principais desafios iniciais foi a ausência de controle gerencial e produtivo estruturado. Com o acompanhamento técnico, a propriedade avançou na organização interna e ampliou o número de produtos registrados no Serviço de Inspeção Municipal (SIM): de um para quatro itens certificados, com mais um em fase de regularização.
Produção cresce com foco em qualidade e gestão profissional
Atualmente, a Caprikil processa cerca de 600 litros de leite de cabra por mês, resultando em aproximadamente 70 quilos de queijos artesanais mensais.
O destaque da produção é o queijo tipo boursin, de origem francesa, reconhecido pela textura cremosa e sabor suave. Já o queijo meia cura defumado foi o produto premiado com o Super Ouro no festival.
Para a equipe técnica, o diferencial da propriedade está na combinação entre técnica e gestão. A produção de queijos de cabra ainda enfrenta resistência no mercado, mas o trabalho de qualificação tem elevado o padrão dos produtos e ampliado a aceitação do consumidor.
Gestão profissional e expansão do laticínio
Com o suporte técnico, a propriedade passou a adotar indicadores de produção e planejamento estratégico, permitindo decisões mais estruturadas sobre investimentos e expansão.
A produtora Ádila Gomes destaca que a atividade passou a ser tratada como uma empresa rural, sem perder o caráter artesanal da produção.
A expectativa agora é expandir o laticínio, diversificar a linha de produtos derivados do leite de cabra e fortalecer a presença no mercado, mantendo o foco na qualidade e na identidade artesanal que garantiu o reconhecimento no Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

