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Cachaça de alambique ganha espaço no mercado de drinks e empreendedorismo com capacitação gratuita em Minas Gerais
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A cachaça de alambique busca conquistar novos mercados além da tradicional caipirinha. Com foco em inovação, empreendedorismo e valorização de produtos regionais, o Sistema Faemg Senar promove, nos dias 22 e 23 de julho, a Imersão Cachaça no Preparo de Drinks — Lucro, Experiência e Mercado, durante a 96ª Semana do Fazendeiro, realizada na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais.
A capacitação gratuita será realizada na Carreta Agro pelo Brasil CNA/Faemg, das 9h30 às 18h, com vagas limitadas. A programação será dividida em duas turmas independentes, permitindo que os participantes escolham apenas uma das datas disponíveis.
O treinamento será conduzido pelo consultor de bebidas, bartender e sommelier de cachaça Albert Coelho, que apresentará técnicas e conhecimentos voltados ao aproveitamento comercial da bebida brasileira.
Cachaça ganha novas oportunidades com a coquetelaria
A iniciativa tem como objetivo ampliar a visão sobre o potencial da cachaça de alambique como produto de alto valor agregado.
A proposta é capacitar produtores rurais, empreendedores, profissionais dos setores de bares, restaurantes e turismo, além de consumidores interessados em conhecer novas possibilidades de mercado relacionadas à bebida.
Durante a imersão, os participantes terão contato com conteúdos teóricos e atividades práticas envolvendo:
- história da cachaça e evolução da bebida no Brasil;
- fundamentos da coquetelaria;
- análise sensorial;
- técnicas de preparo de drinks;
- harmonização de sabores;
- tendências do mercado de bebidas;
- estratégias para valorização e comercialização do produto.
A capacitação busca demonstrar que a cachaça pode ocupar novos espaços no mercado, especialmente quando associada à experiência gastronômica, turismo e produtos premium.
Minas Gerais fortalece tradição e inovação na produção de cachaça
Reconhecida pela qualidade da cachaça artesanal, Minas Gerais possui uma forte tradição na produção de bebidas de alambique.
Além do valor cultural, o setor representa uma oportunidade de geração de renda e diversificação das atividades no meio rural.
Para a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, a iniciativa pretende estimular novas formas de comercialização e aproximar a bebida de diferentes públicos.
“A cachaça de alambique é um produto de alta qualidade e com enorme potencial ainda pouco explorado na coquetelaria. Queremos mostrar que ela vai muito além da caipirinha, agregando valor ao produto e criando novas oportunidades de comercialização”, destaca.
Segundo ela, a aproximação com a cultura dos drinks pode contribuir para ampliar o consumo e fortalecer a imagem da cachaça brasileira como um produto sofisticado e competitivo.
Capacitação busca fortalecer pequenos negócios e produtores rurais
A valorização da cachaça artesanal está diretamente ligada ao desenvolvimento de estratégias de mercado, melhoria da apresentação do produto e criação de novas experiências para os consumidores.
Para produtores rurais, investir em conhecimento sobre bebidas, harmonização e tendências de consumo pode abrir oportunidades em segmentos como turismo rural, gastronomia e mercados especializados.
A imersão promovida pelo Sistema Faemg Senar integra uma agenda de ações voltadas à qualificação profissional e ao fortalecimento das cadeias produtivas do agronegócio mineiro.
Inscrições abertas para curso gratuito sobre cachaça e drinks
As vagas para a Imersão Cachaça no Preparo de Drinks — Lucro, Experiência e Mercado são limitadas.
Os interessados devem realizar a inscrição no formulário correspondente à data escolhida para participação durante a Semana do Fazendeiro.
A iniciativa reforça o movimento de valorização da cachaça de alambique como um produto estratégico do agronegócio brasileiro, unindo tradição, inovação e novas oportunidades comerciais.
Turma – 22 de julho — Turma – 23 de julho
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações do agronegócio gaúcho crescem 3,9% em junho de 2026 e superam US$ 1,24 bilhão
As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul apresentaram crescimento em junho de 2026, alcançando US$ 1,24 bilhão, alta de 3,9% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho reforça a importância do setor para a economia estadual, responsável por 68,9% de todas as exportações gaúchas realizadas no mês.
O resultado chama atenção pela diferença entre o valor financeiro e o volume físico comercializado. Enquanto a receita aumentou, o volume embarcado apresentou retração de 2,2%, passando de 1,80 milhão para 1,76 milhão de toneladas.
Segundo análise da Assessoria Econômica da Farsul, o cenário indica uma melhora na composição da pauta exportadora, com produtos de maior valor agregado e preços médios internacionais mais favoráveis.
Soja lidera crescimento das exportações gaúchas em junho
O complexo soja foi um dos principais responsáveis pelo avanço das exportações do agronegócio gaúcho no período.
O setor registrou crescimento de 15,2% no valor exportado, impulsionado principalmente pela soja em grãos, que apresentou alta de 18,8% na receita, além do desempenho positivo do farelo de soja.
A demanda internacional pelo produto brasileiro e a valorização dos preços contribuíram para fortalecer a participação da oleaginosa na balança comercial do Estado.
Carnes ampliam participação no mercado internacional
O setor de proteínas animais também teve papel relevante no desempenho de junho.
A carne de frango in natura apresentou crescimento expressivo de 65,6% em valor, resultado associado à recuperação dos fluxos comerciais após as restrições sanitárias registradas no ano anterior.
A carne bovina também avançou, com aumento de 15,3% na receita das exportações, reforçando a competitividade da pecuária gaúcha no mercado externo.
Outro destaque foi o segmento de bovinos vivos, que registrou crescimento de 1.567,9% em valor, impulsionado principalmente pela retomada dos embarques para a Turquia.
Exportações de arroz avançam com diversificação de mercados
O arroz gaúcho também contribuiu para o resultado positivo da balança comercial.
O setor registrou aumento de 17,4% no valor exportado, beneficiado pela ampliação dos destinos internacionais, incluindo compradores da América Central, Caribe e África.
A diversificação dos mercados tem sido uma estratégia importante para reduzir a dependência de poucos compradores e ampliar oportunidades para produtores e empresas exportadoras.
Produtos como celulose, fumo e carne suína pressionam resultado
Apesar do desempenho positivo de importantes cadeias produtivas, alguns segmentos apresentaram retração durante junho.
Entre os produtos que registraram queda estão:
- fumo não manufaturado;
- celulose;
- óleo de soja em bruto;
- carne suína in natura.
No caso da celulose e da madeira, a redução está relacionada principalmente à comparação com junho de 2025, período em que ocorreram grandes embarques que não se repetiram na mesma intensidade em 2026.
China continua como principal destino do agronegócio gaúcho
A China manteve a liderança entre os compradores dos produtos agropecuários do Rio Grande do Sul, concentrando 30,2% do valor total exportado em junho.
Na sequência, os principais destinos foram:
- Estados Unidos: 6,1%;
- Turquia: 5,6%;
- Bélgica: 3,5%;
- Coreia do Sul: 3,5%;
- Índia: 3,4%.
A presença de diferentes mercados consumidores reforça a estratégia de internacionalização do agronegócio gaúcho e reduz riscos associados à concentração comercial.
Primeiro semestre registra alta de 8,3% nas exportações do agronegócio gaúcho
No acumulado de janeiro a junho de 2026, o agronegócio do Rio Grande do Sul alcançou US$ 6,84 bilhões em exportações, crescimento de 8,3% frente ao mesmo período de 2025.
De acordo com a Farsul, o desempenho do semestre foi sustentado por uma pauta mais diversificada, com participação relevante de soja, milho, proteínas animais, arroz e óleos vegetais.
O cenário confirma a força do agronegócio gaúcho no comércio internacional e mostra que, mesmo diante de oscilações nos volumes embarcados, a valorização dos produtos e a abertura de novos mercados continuam impulsionando a competitividade do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


