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Café inicia terça-feira com arábica em alta em Nova York e robusta pressionado em Londres em meio à tensão no Oriente Médio

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Movimentos distintos entre Nova York e Londres marcam o início da semana

O mercado internacional de café começou esta terça-feira (3) com direções opostas entre as bolsas de Nova York e Londres. Enquanto o café arábica registrou ganhos expressivos na ICE Futures US, o robusta apresentou desempenho misto na ICE Futures Europe, refletindo a volatilidade global provocada por fatores geopolíticos e climáticos.

Em Nova York, o contrato maio/2026 do arábica abriu cotado a 287,15 cents de dólar por libra-peso, com alta de +255 pontos, e o julho/2026 avançou +240 pontos, sendo negociado a 282,10 cents. Já em Londres, o robusta março/2026 subiu para US$ 3.859 por tonelada, enquanto o maio/2026 recuou para US$ 3.765, mantendo a instabilidade do mercado após fortes ajustes na véspera.

Guerra no Oriente Médio eleva custos e pressiona o setor

A escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, tem influenciado diretamente as cotações do café. A interrupção parcial do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz elevou os custos de frete, seguros e combustíveis, impactando as margens de importadores e torrefadores. O avanço do petróleo bruto intensificou a pressão sobre os custos logísticos e gerou reflexos imediatos nas commodities agrícolas, incluindo o café.

De acordo com o portal Barchart, os preços do arábica subiram também por uma reação técnica, após quedas recentes que haviam levado as cotações aos níveis mais baixos em mais de seis meses. A sessão de segunda-feira foi marcada por cobertura de posições vendidas e busca por correção técnica nos contratos futuros.

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Exportações globais avançam e oferta permanece ajustada

Os dados mais recentes da Organização Internacional do Café mostram um crescimento nas exportações mundiais da safra 2025/26. Em janeiro, foram embarcadas 12,62 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 13,7% em relação ao mesmo mês de 2024. Nos quatro primeiros meses da atual temporada (outubro a janeiro), as exportações somaram 46,38 milhões de sacas, alta de 7,5% sobre o ciclo anterior.

No acumulado de 12 meses (fevereiro/2025 a janeiro/2026), as exportações de arábica caíram 1,8%, totalizando 84,34 milhões de sacas, enquanto o robusta cresceu 14,6%, atingindo 59,21 milhões.

Estoques certificados sob observação e volatilidade nas bolsas

Os estoques certificados de arábica na bolsa de Nova York registraram aumento de 32.922 sacas, totalizando 510.151 sacas — ainda abaixo do volume de um ano atrás, que era de 805.588 sacas. Segundo análise do especialista Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, a recuperação dos estoques segue lenta, mas é um ponto de atenção relevante para os investidores.

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A movimentação dos estoques, somada às incertezas geopolíticas e às variações cambiais, tem mantido o mercado altamente volátil. Na segunda-feira, o dólar encerrou com alta de 0,60%, cotado a R$ 5,1650, influenciando diretamente a formação dos preços internos no Brasil.

Clima e mercado interno brasileiro influenciam ritmo das negociações

No Brasil, o mercado físico de café arábica segue com pouca liquidez, já que produtores permanecem cautelosos diante da instabilidade externa. O conilon (robusta produzido internamente) apresenta ritmo de negócios mais ativo.

Segundo a Climatempo, o tempo firme predomina no início da semana no Sul de Minas e no Triângulo Mineiro, mas há previsão de chuvas leves a partir de quinta-feira, o que deve contribuir para a reposição da umidade do solo.

Perspectivas: fundamentos ajustados e incertezas externas

O mercado global de café inicia março equilibrando fundamentos de oferta ajustados, recuperação gradual dos estoques e tensões externas que mantêm a volatilidade nas bolsas. A expectativa é de que o comportamento das cotações continue sensível às variações do dólar, ao cenário político internacional e às condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Hereford e Braford avançam na seleção genética para reduzir emissão de metano e aumentar eficiência produtiva

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A pecuária de corte brasileira dá mais um passo rumo à sustentabilidade e à eficiência produtiva. As raças Hereford e Braford estão ampliando seus programas de melhoramento genético com foco na seleção de animais capazes de produzir mais carne utilizando menos alimento e emitindo menores quantidades de metano, um dos principais gases de efeito estufa associados à atividade pecuária.

A iniciativa é conduzida pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), e reúne nesta edição 31 animais, sendo 15 da raça Hereford e 16 da raça Braford, oriundos de diferentes criatórios gaúchos.

Eficiência alimentar e sustentabilidade caminham juntas

O trabalho integra duas importantes avaliações: a Prova de Eficiência Alimentar (PEA) e a Prova de Emissão de Gases (PEG).

A PEA identifica animais e linhagens que atingem o ganho de peso desejado consumindo menor quantidade de alimento. Já a PEG monitora a emissão de metano produzida por cada indivíduo durante o período de avaliação.

A principal novidade desta edição é que ambas as provas passaram a ser realizadas simultaneamente. Até então, a mensuração dos gases ocorria apenas após o encerramento da avaliação alimentar.

Com a incorporação de novos equipamentos pela Embrapa Pecuária Sul, o processo ganhou precisão e ampliou significativamente a quantidade de dados coletados.

Tecnologia amplia geração de dados genéticos

A estrutura utilizada nas avaliações conta com modernos comedouros e bebedouros equipados com sistemas de pesagem individual, permitindo monitorar detalhadamente o comportamento alimentar dos animais.

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Segundo o presidente do Conselho Deliberativo Técnico da ABHB, Paulo Azambuja, a integração das avaliações representa um avanço importante para o melhoramento genético das duas raças.

A tecnologia permite identificar linhagens mais eficientes, capazes de atingir o peso-alvo consumindo menor volume de forragem, característica cada vez mais valorizada em sistemas produtivos que buscam maior rentabilidade e sustentabilidade.

Além disso, as novas cabines de mensuração possibilitam aumentar o número de medições de metano realizadas durante a prova, gerando informações mais robustas para futuras avaliações genéticas.

Menor consumo significa redução de custos na propriedade

A eficiência alimentar tem impacto direto sobre os resultados econômicos da pecuária. Em um cenário de crescente atenção aos custos de produção, identificar animais que necessitam de menos alimento para produzir a mesma quantidade de carne representa uma vantagem competitiva para os produtores.

De acordo com o gerente executivo da ABHB, Felipe Azambuja, a seleção de linhagens mais eficientes contribui para reduzir despesas operacionais e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Além dos ganhos econômicos, a identificação de animais com menor emissão de metano fortalece o compromisso da cadeia pecuária com a redução dos impactos ambientais da atividade.

Dados vão fortalecer o melhoramento genético das raças

As informações geradas pelas provas estão formando uma importante base de dados para as raças Hereford e Braford.

O objetivo é construir uma população de referência que permita o desenvolvimento de Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) específicas para características como eficiência alimentar, consumo alimentar residual e emissão de gases de efeito estufa.

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As DEPs são ferramentas utilizadas para estimar o potencial genético que um reprodutor pode transmitir aos seus descendentes, tornando a seleção mais precisa e eficiente.

Quando incorporadas ao programa de melhoramento genético PampaPlus, essas informações permitirão que criadores comparem reprodutores não apenas pelo desempenho produtivo, mas também pela capacidade de consumir menos alimento e emitir menos metano.

Parceria histórica impulsiona inovação na pecuária

A colaboração entre a ABHB e a Embrapa Pecuária Sul já soma quase três décadas de pesquisas e avaliações voltadas ao aprimoramento das raças Hereford e Braford.

Ao longo desse período, os programas evoluíram de avaliações tradicionais de desempenho a campo para a incorporação de características ligadas à eficiência produtiva, sustentabilidade e redução da pegada ambiental da pecuária.

A edição atual das provas encontra-se na fase final e será concluída com a realização de um dia de campo, quando serão apresentados os resultados obtidos, os animais participantes e as próximas etapas do programa.

A expectativa é ampliar a participação de criadores e acelerar a geração de informações genéticas capazes de tornar a pecuária brasileira cada vez mais eficiente, competitiva e alinhada às demandas globais por produção sustentável de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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