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Café registra alta moderada com mercado atento à taxação dos EUA sobre o produto brasileiro
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Os preços do café operavam em alta moderada nas bolsas internacionais na manhã desta quinta-feira (31), refletindo a volatilidade do mercado após a confirmação de que o produto brasileiro será taxado nos Estados Unidos. A decisão impacta diretamente as negociações e gera incertezas no setor.
Café fica de fora da lista de isenção tarifária dos EUA
Após dias de expectativa quanto a uma possível isenção, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que exclui o café brasileiro da lista de produtos isentos de tarifa. Com isso, a partir desta sexta-feira (1º), as importações de café do Brasil passarão a ser taxadas, medida que pressiona o mercado e aumenta a instabilidade nas cotações.
De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, será necessário aguardar mais detalhes da ordem executiva para avaliar com maior precisão os efeitos da medida sobre os negócios internacionais do café.
Safra 2025 também influencia o cenário
Outro fator que contribui para a oscilação dos preços é o início da entrada da safra 2025, que eleva a oferta e mantém o mercado em estado de atenção. A combinação entre pressão da nova colheita e incertezas comerciais tem gerado movimentos voláteis nas bolsas.
Cotações internacionais do café
Por volta das 9h (horário de Brasília), o café arábica operava com os seguintes ganhos na Bolsa de Nova York:
- Setembro/25: alta de 630 pontos, cotado a 299,70 cents/lbp
- Dezembro/25: avanço de 545 pontos, a 292,30 cents/lbp
- Março/26: ganho de 485 pontos, negociado a 285,30 cents/lbp
- Já o café robusta, na Bolsa de Londres, também apresentava valorização:
- Setembro/25: aumento de US$ 41, cotado a US$ 3.452/tonelada
- Novembro/25: ganho de US$ 28, a US$ 3.373/tonelada
- Janeiro/26: alta de US$ 40, também a US$ 3.373/tonelada
Apesar da instabilidade, o mercado continua monitorando atentamente os desdobramentos da nova política tarifária dos EUA, ao mesmo tempo em que ajusta as cotações de acordo com a entrada da nova safra brasileira. A expectativa é de que mais clareza sobre os efeitos práticos da medida americana seja alcançada nos próximos dias.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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