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Café sobe nas bolsas internacionais com atraso da colheita no Brasil e estoques globais apertados

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Os preços do café encerraram a última semana em alta nas principais bolsas internacionais, impulsionados por uma combinação de correção técnica, estoques reduzidos e preocupações com o ritmo da colheita brasileira. O movimento reforça o ambiente de volatilidade que segue predominando no mercado global da commodity.

Na Bolsa de Nova York, referência para o café arábica, os contratos futuros avançaram cerca de 2% ao longo da semana. Já na Bolsa de Londres, que negocia o robusta, os ganhos chegaram a aproximadamente 2,7%.

Segundo análise da StoneX, parte dessa recuperação ocorreu após as fortes perdas registradas na semana anterior, quando os preços em Nova York atingiram os menores patamares em cerca de um ano e meio.

Estoques certificados seguem baixos e sustentam mercado

Outro fator importante de sustentação para as cotações foi a redução dos estoques certificados de café, que recuaram de aproximadamente 650 mil para 600 mil sacas.

O volume é considerado historicamente baixo e mantém o mercado atento à disponibilidade imediata do produto, especialmente no segmento de arábica.

Além disso, o atraso da colheita brasileira continua sendo um dos principais pontos de atenção do setor. De acordo com estimativas da StoneX, a colheita nacional alcançou cerca de 14% da área até o momento, abaixo da média histórica de 21% para o período.

Esse ritmo mais lento contribui para manter a oferta mais restrita no curto prazo e reforça a sustentação dos preços internacionais.

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USDA projeta recuperação da produção global de café

O principal destaque da semana foi a divulgação das primeiras estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra global 2026/27 em importantes países produtores.

Entre os números divulgados, o Vietnã deve produzir cerca de 32,5 milhões de sacas, alta de 2,5% em relação à temporada anterior. Já a Colômbia pode alcançar 13,4 milhões de sacas, crescimento estimado em 7%.

Por outro lado, a Indonésia teve sua projeção reduzida para 11,3 milhões de sacas, reflexo dos impactos climáticos causados pelo excesso de chuvas nas regiões produtoras.

No consolidado parcial apresentado até agora pelo USDA, a produção global de café deve crescer 1,7% na comparação anual. O cenário está alinhado às projeções da StoneX, que também apontam recuperação da oferta mundial e estimam um superávit próximo de 10 milhões de sacas na temporada 2026/27.

Mercado acompanha expectativa para os números do Brasil

As atenções do mercado agora se voltam para as futuras estimativas do USDA para o Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, cujos números ainda não foram divulgados oficialmente.

A expectativa em torno da safra brasileira é considerada decisiva para a formação dos preços nas próximas semanas, principalmente diante do atual cenário de estoques globais ainda apertados.

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Um dos pontos que mais chamou atenção nas divulgações recentes do USDA foi a perspectiva de redução dos estoques finais globais de café. Mesmo com aumento da produção em diversos países, o levantamento parcial aponta queda de 11% nos estoques finais para a próxima temporada.

Segundo a StoneX, isso reforça a percepção de que a recomposição dos estoques globais ocorrerá de maneira desigual, com o Brasil concentrando parcela maior desses volumes nos próximos anos.

Oferta regional pode seguir apertada

A consultoria destaca que essa concentração pode gerar distorções regionais e períodos pontuais de aperto na oferta, mantendo a volatilidade elevada no mercado internacional.

Outro ponto relevante é que o USDA projeta estoques finais menores em importantes produtores, como Vietnã, Colômbia, Etiópia, Uganda e Índia, sinalizando que a demanda global segue resiliente mesmo diante dos preços elevados observados nos últimos ciclos.

Apesar da expectativa de superávit global e da possibilidade de preços médios inferiores aos registrados no ano passado, o cenário de estoques ainda reduzidos deve continuar oferecendo suporte às cotações do café nos próximos meses, especialmente dependendo do desempenho da safra brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Déficit em conta corrente do Brasil supera expectativas em abril, aponta Banco Central

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O Brasil registrou em abril um déficit em transações correntes acima das expectativas do mercado, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira. Apesar do resultado negativo nas contas externas, o país apresentou forte entrada de investimentos estrangeiros diretos, sinalizando manutenção do interesse internacional pela economia brasileira.

De acordo com o Banco Central, o déficit em transações correntes somou US$ 1,765 bilhão em abril. O resultado ficou muito acima da projeção de analistas consultados pela Reuters, que estimavam saldo negativo de US$ 200 milhões para o período.

No acumulado de 12 meses, o déficit em conta corrente alcançou o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril de 2024, o saldo negativo havia sido de US$ 1,636 bilhão.

Investimento estrangeiro direto supera projeções

Apesar do avanço do déficit externo, os investimentos diretos no país apresentaram desempenho robusto. Em abril, a entrada líquida de Investimento Estrangeiro Direto (IED) atingiu US$ 8,912 bilhões.

O volume ficou bem acima das expectativas do mercado, que projetavam US$ 5,4 bilhões, e também superou o registrado no mesmo mês do ano passado, quando os aportes somaram US$ 5,371 bilhões.

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O resultado reforça a percepção de continuidade do fluxo de capital estrangeiro para setores estratégicos da economia brasileira, mesmo em um ambiente global ainda marcado por incertezas fiscais e monetárias.

Conta de renda primária amplia rombo

Entre os componentes das contas externas, a conta de renda primária foi um dos principais fatores de pressão sobre o resultado consolidado de abril.

O déficit nessa conta chegou a US$ 6,801 bilhões, acima do rombo de US$ 5,018 bilhões observado em abril de 2024. A conta de renda primária reúne principalmente despesas com juros, lucros e dividendos enviados ao exterior.

Já o déficit na conta de serviços também apresentou crescimento. O saldo negativo ficou em US$ 5,044 bilhões no mês, frente aos US$ 4,091 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Superávit comercial ajuda a reduzir pressão externa

Por outro lado, a balança comercial brasileira teve desempenho positivo e ajudou a conter uma deterioração ainda maior das contas externas.

Em abril, o superávit comercial alcançou US$ 9,707 bilhões, resultado superior aos US$ 6,957 bilhões registrados no mesmo mês de 2024.

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O avanço das exportações e o saldo favorável do comércio exterior seguem sendo fatores importantes para o equilíbrio das contas brasileiras, especialmente diante do aumento das despesas com serviços e remessas de renda ao exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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