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Café tem alta expressiva nas bolsas internacionais com suporte cambial e oferta limitada
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Mercado de café inicia sexta-feira com ganhos expressivos
O mercado cafeeiro iniciou esta sexta-feira (23) em forte valorização nas bolsas internacionais, refletindo o movimento cambial e a preocupação com os estoques globais. O café robusta avançava 2,56% nos contratos futuros mais próximos, enquanto o arábica também operava em alta.
Segundo análise do Itaú BBA, o comportamento dos preços deve seguir sensível às condições climáticas e ao cenário geopolítico global nos próximos meses. Apesar da curva do arábica permanecer estável, a expectativa de uma safra maior no Brasil pode trazer equilíbrio ao mercado ao longo do ano.
Clima e câmbio mantêm preços voláteis
Mesmo sem novos fundamentos concretos, o mercado segue marcado pela volatilidade. A combinação de clima irregular nos principais países produtores e estoques internacionais apertados sustenta a recuperação dos preços. Além disso, a valorização do dólar frente ao real tende a favorecer as exportações brasileiras, o que também influencia as cotações futuras.
O Barchart destacou que a redução nas exportações brasileiras do grão em 2025 exerce pressão sobre as cotações internacionais. De acordo com o Cecafé, os embarques totais de café verde do Brasil caíram 18,4% em dezembro, para 2,86 milhões de sacas. As exportações de arábica recuaram 10% em relação ao ano anterior, enquanto o robusta teve queda de 61%, somando apenas 222 mil sacas no período.
Cotações nas principais bolsas
Por volta das 9h50 (horário de Brasília), o arábica registrava alta de 555 pontos, cotado a 353,25 cents/lbp para março/26. O contrato de maio/26 subia 500 pontos, a 336,30 cents/lbp, e o de julho/26 avançava 505 pontos, a 329,85 cents/lbp.
No caso do robusta, os preços também mostravam firmeza. O contrato de janeiro/26 recuava US$ 97, negociado a US$ 4.156/tonelada, enquanto o de março/26 subia US$ 104, a US$ 4.130/tonelada. Já o vencimento de maio/26 valorizava-se US$ 92, a US$ 4.035/tonelada.
Londres realiza lucros após altas recentes
Após alcançar os níveis mais altos em 40 dias, o café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe) encerrou a quinta-feira (22) em baixa, reflexo de ajustes técnicos e realização de lucros por parte dos investidores.
O contrato março/26 fechou a US$ 4.026 por tonelada, uma queda de US$ 52 (−1,27%), enquanto o vencimento maio/26 recuou US$ 41 (−1,02%), para US$ 3.943 por tonelada.
Apesar da leve correção, analistas ressaltam que o mercado mantém suporte na retração das ofertas do Vietnã, onde produtores seguem resistentes em negociar, aguardando preços mais elevados.
Perspectivas para o mercado cafeeiro
Especialistas avaliam que o mercado de café deve continuar sensível aos movimentos climáticos e cambiais. As incertezas sobre a oferta no Sudeste Asiático e o ritmo das exportações brasileiras serão fatores determinantes na formação dos preços nos próximos meses.
A expectativa é de que a próxima safra brasileira contribua para equilibrar o cenário global, mas o comportamento dos investidores seguirá atento às variáveis climáticas e geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos
A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).
O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.
Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.
No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.
A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.
Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.
Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.
Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.
A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.
Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.
O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.
Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.
Serviço
VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)
Fonte: Pensar Agro



