CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Câmara aprova prorrogação de prazo para georreferenciamento de imóveis rurais e regularização em faixa de fronteira

Publicados

AGRONEGOCIOS

No dia 10 de junho, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) 4497/2024, que prevê a prorrogação por mais três anos do prazo para o georreferenciamento de imóveis rurais. A proposta, incluída no Artigo 3 do texto, atende a uma demanda do setor agropecuário e segue agora para apreciação do Senado Federal e, posteriormente, sanção presidencial.

Benefício para pequenos e grandes produtores

De autoria do deputado federal Tião Medeiros, o projeto beneficia diretamente os produtores rurais que ainda enfrentam dificuldades técnicas ou financeiras para cumprir a exigência legal. Antes da proposta, o prazo para imóveis com menos de 25 hectares terminaria em 20 de novembro de 2024. Com a aprovação, todos os imóveis sujeitos ao georreferenciamento, independentemente do tamanho, passam a ter mais tempo para regularização.

Segurança jurídica no campo

O presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou a importância da prorrogação:

“O georreferenciamento é uma ferramenta indispensável para garantir a precisão dos limites das propriedades e evitar conflitos fundiários. Essa prorrogação dá fôlego aos produtores que enfrentam uma série de entraves operacionais e financeiros para atender à legislação.”

Regularização de imóveis em faixa de fronteira também é estendida

O PL 4497/2024 também traz outra medida relevante: a prorrogação até 2030 do prazo para a ratificação de registros de imóveis rurais localizados em faixa de fronteira. A proposta altera o limite anterior previsto pela Lei 13.178/2015, que se encerraria em outubro deste ano.

Leia Também:  Dólar Dispara e Ibovespa Cai com Tensão no Oriente Médio e Alta do Petróleo

Essa medida evita que proprietários localizados em áreas fronteiriças percam suas terras para a União devido a entraves burocráticos. A atuação do Sistema FAEP foi determinante para garantir a aprovação da proposta, que representa um avanço significativo para a regularização fundiária nessas regiões.

Importância das medidas para o setor agropecuário

Segundo o Sistema FAEP, as duas medidas aprovadas são fundamentais para garantir o direito à propriedade, minimizar prejuízos causados por burocracias e ampliar o acesso dos produtores rurais às políticas públicas. A entidade reforça que a prorrogação dos prazos representa uma resposta concreta às necessidades do campo e fortalece a segurança jurídica no meio rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

Publicados

em

Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

Leia Também:  Exportações de suco de laranja do Brasil aos EUA podem ser zeradas com nova tarifa de Trump, alerta CNA

O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

Leia Também:  Exportações de carne suína do Brasil cresceram em fevereiro

Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA