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Câmara aprova prorrogação para georreferenciamento de imóveis rurais até 2030

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A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (1º), o Projeto de Lei 1664/2025, de autoria da deputada Caroline de Toni (PL-SC), que estende até 2030 o prazo para a exigência de georreferenciamento em imóveis rurais.

A proposta, relatada pelo deputado Thiago Flores (Republicanos-RO), amplia a versão original, que previa a prorrogação apenas para propriedades com até 25 hectares. Agora, a medida valerá para todos os imóveis rurais registrados a partir de 1º de novembro de 2003, em casos de desmembramento, parcelamento, remembramento ou transferência.

Impactos para os produtores rurais

O projeto foi desenhado para aliviar os custos e dificuldades enfrentados por proprietários rurais no cumprimento da obrigação de georreferenciamento. Segundo os parlamentares, a unificação do prazo traz mais segurança jurídica, evita divergências de interpretação da lei e favorece a regularização fundiária, sem comprometer transações como compra, venda ou herança de terras.

Segurança jurídica no campo

Relator da proposta e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado Thiago Flores afirmou que a medida é fundamental para assegurar tranquilidade ao produtor.

“Nosso objetivo é dar segurança ao produtor rural, evitando que exigências burocráticas prejudiquem o direito à propriedade. O georreferenciamento é importante, mas precisa ser implementado com prazos justos e factíveis”, destacou o parlamentar.

Equilíbrio para pequenos produtores

A deputada Caroline de Toni, vice-presidente da FPA na Região Sul, explicou que o adiamento busca contemplar os desafios ainda enfrentados por pequenos proprietários.

“A prorrogação do prazo se justifica pelos entraves técnicos, econômicos e operacionais, especialmente em regiões com pouca infraestrutura fundiária e cartorial. É uma medida razoável e proporcional diante das dificuldades concretas, sem comprometer o objetivo de consolidar a base territorial georreferenciada do país”, afirmou.

Próximos passos

Após a aprovação na Comissão de Agricultura, a proposta segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), última etapa antes de ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Câmbio, custos e geopolítica elevam pressão sobre o agronegócio brasileiro em 2026, aponta Rabobank

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O agronegócio brasileiro inicia 2026 sob um cenário de forte pressão externa e interna, com impactos diretos sobre câmbio, custos de produção e preços das commodities. Segundo o relatório Brazil Agribusiness Quarterly Q1 2026, do Rabobank, o dólar deve encerrar o ano em torno de R$ 5,55, influenciado por incertezas fiscais, ambiente eleitoral e tensões geopolíticas globais.

Mesmo com o início do ciclo de cortes de juros, o banco avalia que a taxa ainda elevada no Brasil pode oferecer algum suporte ao real. No entanto, a volatilidade cambial segue como um dos principais pontos de atenção para o setor produtivo.

Conflito no Oriente Médio pressiona custos e exportações

O conflito no Oriente Médio aparece como um dos principais riscos para o agronegócio global. A região representa cerca de 7% das exportações agrícolas brasileiras, com destaque para produtos como frango, carne bovina, açúcar, milho e soja.

A instabilidade geopolítica já tem reflexos no mercado internacional, especialmente na alta dos preços de combustíveis e fertilizantes, insumos essenciais para a produção agrícola.

Fertilizantes seguem como principal ponto de atenção

Entre os insumos, os fertilizantes nitrogenados são os mais impactados pela volatilidade global, segundo o relatório do Rabobank. O fósforo também começa a apresentar sinais de pressão de preços, o que pode afetar diretamente as decisões de compra dos produtores rurais ao longo da safra.

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A elevação dos custos de produção tende a reduzir margens e aumentar a necessidade de gestão de risco por parte do produtor.

Clima adiciona incertezas ao cenário produtivo

Além dos fatores econômicos e geopolíticos, o clima também preocupa o setor. Chuvas acima da média em algumas regiões prejudicaram a colheita da soja e atrasaram o plantio da segunda safra de milho.

Para o segundo semestre, há expectativa de condições climáticas associadas ao fenômeno El Niño, o que pode trazer novos desafios ao planejamento agrícola.

Setor sucroenergético reage à volatilidade internacional

No segmento sucroenergético, a tensão geopolítica impulsionou os preços do açúcar na bolsa de Nova York, criando oportunidades de hedge para usinas brasileiras.

No mercado interno, o impacto sobre os combustíveis tem sido mais moderado até o momento, com a gasolina apresentando variações menores em comparação aos movimentos internacionais.

Soja segue sustentada por fatores externos, mas cenário pode mudar

No mercado da soja, os preços na Bolsa de Chicago permanecem sustentados por fatores geopolíticos e incertezas globais. No entanto, fundamentos mais fracos no mercado internacional, aliados à oferta recorde do Brasil e ao aumento dos custos logísticos, indicam possível perda de força nas cotações ao longo do ano.

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Agronegócio deve reforçar gestão de risco em 2026

O conjunto de fatores apontados pelo Rabobank reforça um ambiente de maior complexidade para o agronegócio em 2026. Câmbio volátil, custos elevados de insumos, riscos climáticos e instabilidade geopolítica exigem maior planejamento financeiro e estratégias de proteção por parte dos produtores e empresas do setor.

A tendência é de um ano desafiador, com margens pressionadas e necessidade crescente de eficiência operacional para manutenção da competitividade no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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