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Caminho Verde Brasil e Solo Vivo guiam debate sobre recuperação de áreas degradadas na COP30
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do painel ‘Recuperação e Conversão de Áreas Degradadas com Práticas Resilientes ao Clima’, organizado pelo Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha (APD) na AgriZone, nesta quinta-feira (13). O encontro contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, e reuniu especialistas para discutir estratégias para ampliar a restauração produtiva e fortalecer sistemas agrícolas resilientes ao clima.
Durante o painel, Fiadeiro destacou que delegações estrangeiras têm mostrado surpresa positiva com os avanços alcançados pelo Brasil na recuperação de áreas degradadas. Ele lembrou que o Plano ABC (2010–2020) cumpriu todas as metas e consolidou o país como referência em técnicas sustentáveis de produção. A fase atual, o ABC+ (2021–2030), expande esse trabalho com novas tecnologias de baixa emissão e maior integração entre pesquisa científica e políticas públicas.
Segundo o secretário, os programas desenvolvidos pelo Mapa têm sido decisivos para demonstrar, na prática, como o Brasil produz em todos os biomas com eficiência e sustentabilidade. “Somos uma vitrine para o mundo. Muitos países não imaginam a dimensão da estrutura científica que temos e os resultados que entregamos”, pontuou.
CAMINHO VERDE BRASIL E SOLO VIVO FORTALECEM A RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS E A INOVAÇÃO NO CAMPO
Fiadeiro destacou o Caminho Verde Brasil como o programa mais abrangente do Mapa para recuperação de áreas degradadas com compromisso ambiental. A iniciativa prevê recuperar até 40 milhões de hectares nos próximos 10 anos, com regras como desmatamento zero nas propriedades participantes, adoção de práticas sustentáveis e apresentação de balanço anual de carbono a partir do terceiro ano. “Estamos mostrando ao mundo que é possível ampliar a produção com base em ciência, eficiência e responsabilidade ambiental”, disse.
Outro destaque da fala do secretário foi o Programa Solo Vivo, iniciativa do Mapa, que tem como objetivo recuperar os solos, aumentar a produtividade e promover geração de renda, emprego e qualidade de vida nas comunidades rurais.
O secretário ressaltou ainda a importância das parcerias com instituições alemãs, como o KfW, e com organismos como o IICA, que contribuem para ampliar investimentos, assistência técnica e soluções para adaptação climática. Ele reforçou que a troca de experiências, e não apenas a transferência unilateral de tecnologia, tem guiado os diálogos durante a COP. “Produzimos para alimentar um bilhão de pessoas e mostramos que isso é possível com sustentabilidade. A troca de conhecimento tem sido fundamental”, disse Fiadeiro.
Ao encerrar sua participação, Fiadeiro reafirmou o compromisso do Mapa em fortalecer políticas públicas, ampliar capacitações e garantir que tecnologias sustentáveis cheguem aos produtores em todos os biomas brasileiros.
Informação à imprensa
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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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