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Campos Novos, Santa Catarina, promove o 29º Show Tecnológico

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Tem início nesta terça-feira (25.02), no Campo Demonstrativo da Copercampos, localizado às margens da BR-282, em Campos Novos, Santa Catarina, o 29º Show Tecnológico Copercampos. Reconhecido como a maior feira agropecuária do estado, o evento deste ano conta com um número recorde de 210 expositores, resultado da ampliação da área destinada a máquinas e implementos agrícolas de 13 para 14,5 hectares.

Entre os destaques desta edição está a Vitrine Tecnológica, onde a Copercampos apresentará 40 cultivares de soja altamente produtivas. Além disso, será lançado um projeto-piloto para o cultivo de Carinata, planta semelhante à mostarda, reconhecida pelo alto rendimento na produção de óleo, utilizado na fabricação de combustível sustentável para aviação (SAF). A iniciativa visa avaliar a viabilidade do cultivo da Carinata na região durante a safra de inverno, com planos de exportação para a França, país que fornecerá as sementes para os testes.

O diretor-presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, enfatiza a importância da inovação no campo, especialmente em tecnologias de solo, genética e novas práticas agrícolas, como estratégias para aumentar a produtividade dos produtores rurais. Apesar dos desafios impostos pelos altos juros, as perspectivas de negócios para o evento são otimistas, com estimativas de movimentar entre R$ 350 e R$ 400 milhões, superando os R$ 320 milhões registrados no ano anterior.

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Além das inovações em cultivares e projetos sustentáveis, o evento oferece uma programação diversificada, incluindo palestras com especialistas renomados que abordarão temas como mercado agropecuário, clima e biossegurança na produção de suínos. A área de pecuária também será destaque, com espaços dedicados à exibição de bovinos, ovinos e caprinos de diversas raças, além de uma vitrine de hortaliças que apresentará técnicas inovadoras para o cultivo de diversas culturas.

O 29º Show Tecnológico Copercampos segue até quinta-feira, 27. Outras informações clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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