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Capal divulga balanço do 1º semestre de 2025 e destaca crescimento impulsionado pelo café

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A Capal Cooperativa Agroindustrial realizou uma reunião online com seus produtores associados para apresentar o balanço financeiro do primeiro semestre de 2025. O evento contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração e de membros da Diretoria Executiva, permitindo que os cooperados enviassem dúvidas e comentários em tempo real.

A iniciativa reforça o compromisso da cooperativa com a transparência e o trabalho colaborativo, compartilhando os resultados de cada área de atuação e o desempenho global da cooperativa.

Cenário do agronegócio e resiliência da Capal

Durante a apresentação, foram abordadas as condições atuais do agronegócio brasileiro. O presidente da Capal, Erik Bosch, destacou a importância de manter investimentos mesmo diante de desafios como variações climáticas e questões geopolíticas.

“Apesar das adversidades, precisamos continuar com nossas atividades, modernizar nossas fazendas e a cooperativa, sem interromper crescimento e investimentos”, afirmou Bosch.

Resultados financeiros do semestre

No primeiro semestre de 2025, a Capal registrou:

  • Faturamento bruto: R$ 2,85 bilhões
  • Receita líquida: R$ 24,3 milhões

Os números estão dentro do esperado, com projeção de que o segundo semestre possa apresentar resultados ainda mais expressivos, seguindo a tendência observada no ano anterior.

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Café impulsiona crescimento da cooperativa

O café foi o principal destaque do desempenho da Capal neste semestre. Segundo o presidente executivo, Adilson Roberto Fuga, a produção nas regiões de Carlópolis (PR) e Fartura (SP) teve papel fundamental no faturamento.

  • Produção de café até junho: 528 mil sacas
  • Participação no faturamento do semestre: cerca de 40%

Além do café, outras culturas também se destacaram, com variações positivas na soja e na produção de leite.

Recepção de grãos e produção de leite
  • Recepção bruta de grãos: aproximadamente 606 mil toneladas
  • Recepção de soja: 403 mil toneladas, aumento de 15% em relação ao ano anterior
  • Produção de leite: 74,4 milhões de litros comercializados

Adilson Fuga ressalta que o desempenho das culturas foi variável, com algumas regiões enfrentando desafios climáticos ou logísticos, mas que, em geral, o semestre foi positivo.

Investimentos e expansão das unidades

No primeiro semestre, a Capal investiu R$ 57,5 milhões em obras de melhorias e expansão de suas unidades, contemplando municípios do Paraná e de São Paulo:

  • Paraná: Arapoti, Wenceslau Braz e Santo Antônio da Platina
  • São Paulo: Itararé, Fartura e Taquarituba
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Esses investimentos reforçam a estratégia de crescimento sustentável e modernização das operações da cooperativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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