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Cargill e Mosaic ampliam oferta da linha Foscálcio com nova apresentação voltada ao mercado brasileiro
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As empresas Cargill Nutrição Animal e Mosaic, líder nacional em fosfatos voltados à nutrição animal, anunciam uma nova apresentação dos produtos Foscálcio 19 Microgranulado e Foscálcio 21: agora disponíveis em sacos de 25 kg, com distribuição em todo o território brasileiro. A iniciativa tem como principal objetivo atender com mais eficiência o segmento de fábricas de ração, um dos principais consumidores desses insumos.
O lançamento representa mais um avanço na parceria entre as duas companhias, reafirmando o compromisso conjunto em oferecer soluções alinhadas às necessidades do mercado agropecuário brasileiro. “Essa é uma iniciativa que reforça nosso comprometimento com as exigências e demandas do setor, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da pecuária nacional”, afirma Vivian Silva, gerente de negócios da Cargill Nutrição Animal.
Nutrição de precisão com alta biodisponibilidade
A linha Foscálcio é reconhecida por ser uma importante fonte de fósforo e cálcio para a nutrição animal. Os produtos são elaborados a partir de ácido fosfórico feed grade e carbonato de cálcio extraído de rochas ígneas, conhecidas por sua elevada pureza. Essa composição confere aos produtos alta biodisponibilidade, fator essencial para o bom aproveitamento dos nutrientes pelos animais e, consequentemente, para a obtenção de melhores índices zootécnicos.
Além disso, o uso do carbonato de cálcio inibe a formação de fósforo insolúvel, o que favorece a absorção eficiente dos minerais e assegura estabilidade e segurança ao produto final.
“Os produtos da linha Foscálcio se destacam pela origem das matérias-primas, que são extraídas de rochas de elevada pureza e resultam em ingredientes minerais com baixo teor de elementos indesejáveis, além de excelente valor nutricional”, explica Sabrina Coneglian, gerente de Pecuária da Mosaic. “Essa combinação de qualidade e segurança fortalece nosso compromisso com a nutrição animal de precisão e com a segurança alimentar”, acrescenta.
Com a nova apresentação, Cargill e Mosaic reforçam sua atuação estratégica no setor de nutrição animal, oferecendo ao mercado brasileiro produtos eficazes, seguros e adaptados às necessidades da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor
A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.
O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.
Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.
A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.
Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.
O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.
Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.
As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.
A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.
O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.
As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.
Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.
Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.
“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.
O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
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