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Carlos Fávaro apresenta as prioridades do Ministério da Agricultura para o período 2025-2026

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Em audiência realizada nesta quarta-feira (19), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, detalhou as ações prioritárias do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o período de 2025 a 2026. Entre as principais iniciativas apresentadas, destacam-se a modernização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) e a implementação da rastreabilidade de rebanhos bovinos e bubalinos. Fávaro também fez um balanço das conquistas recentes da Pasta, como a histórica abertura de 344 novos mercados para o agronegócio brasileiro e o Plano Safra 2024/2025, que representa o maior volume de investimentos da história do Brasil.

O ministro destacou que as ações do Mapa visam promover a modernização do setor agropecuário, fortalecer a defesa sanitária, ampliar mercados internacionais e promover a sustentabilidade, com um impacto direto no cotidiano dos produtores. “A modernização do Inmet e a expansão da rede meteorológica fornecerão aos produtores ferramentas essenciais para o planejamento das atividades, reduzindo riscos climáticos e aumentando a produtividade. Já a atualização da defesa agropecuária, com a implementação de certificados eletrônicos como o CSN e o ePhyto, acelera as exportações, assegura a qualidade dos produtos e fortalece nossa competitividade no mercado global”, afirmou Fávaro.

Na área de defesa agropecuária e exportações, o ministro enfatizou a importância do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos e do fortalecimento do Sisbi-POA, que garantem a rastreabilidade e a segurança dos produtos de origem animal, valorizando ainda mais a produção nacional. “A ampliação de mercados e o crescimento da rede de adidos agrícolas, que passou de 29 para 40, abrem novas oportunidades de exportação, promovendo aumento da renda dos produtores brasileiros”, completou.

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O investimento em pesquisa também foi destacado como prioridade para o governo. “Estamos revitalizando a Embrapa para impulsionar a inovação no setor agropecuário. Criaremos um Núcleo de Inovação Tecnológica, fortaleceremos as parcerias com o setor produtivo e aumentaremos o orçamento para pesquisa em R$ 168 milhões no Projeto de Lei Orçamentária de 2025, totalizando R$ 325 milhões para pesquisa e desenvolvimento”, anunciou o ministro.

Ações prioritárias do Mapa para 2025-2026
  • Modernização do Inmet: O Instituto Nacional de Meteorologia passará por uma modernização, com a instalação de mais de 460 estações meteorológicas automáticas em duas fases, abrangendo todas as bacias brasileiras, incluindo as do São Francisco, Parnaíba e Furnas. A implementação de um sistema computacional de alto desempenho e a integração com o Mapa e unidades estaduais visa transformar o Inmet em uma Secretaria Nacional, aprimorando as previsões meteorológicas para o agro.
  • Modernização da Defesa Agropecuária: A Secretaria de Defesa Agropecuária avançará com a digitalização da certificação de produtos agropecuários por meio do Certificado Sanitário Nacional (CSN) e do Certificado Eletrônico Fitossanitário (ePhyto), além de lançar o SIF Simplificado e o Sistema Unificado de Informação (SISPA). O Plano Nacional de Identificação de Bovinos e Búfalos e a meta de expandir o Sisbi-POA para 2.500 municípios até 2026 complementam as ações da pasta.
  • Promoção Comercial e Cooperativismo: O Mapa abriu 344 novos mercados para a exportação de produtos agropecuários e habilitou plantas frigoríficas para exportação para a China. A rede de adidos agrícolas foi ampliada de 29 para 40, e foram criados o Passaporte Agro e o Agroinsights, ferramentas que auxiliam exportadores a acessar novos mercados e aprimorar o relacionamento comercial.
  • Embrapa: A Embrapa será reforçada com um concurso público em 2025, que criará 1.027 vagas, além da criação de um Núcleo de Inovação Tecnológica. O orçamento para pesquisa será ampliado em R$ 168 milhões, totalizando R$ 325 milhões em 2025.
  • Política Agrícola: O governo alocou R$ 1,071 bilhão para o seguro rural em 2024, por meio do Projeto de Lei 2951/2024. O Plano Safra 2024/2025 disponibilizou R$ 535,63 bilhões, com destaque para o Pronamp (com aumento de 13%) e R$ 3,7 bilhões em financiamentos dolarizados pelo BNDES. O plano inclui mecanismos de comercialização, como a compra de arroz e trigo para garantir estabilidade no mercado, além do Programa de Venda em Balcão, que forneceu 101,8 mil toneladas de milho a pequenos produtores.
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Programas estratégicos do Mapa
  • PROMAQ: O Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola entrega máquinas e equipamentos para aumentar a eficiência no campo, com 1.588 unidades entregues entre 2023 e 2024.
  • PRONER: O Programa Nacional de Estradas Rurais recupera e amplia a infraestrutura de estradas vicinais, com 7.119,26 km executados e R$ 458,83 milhões investidos, visando melhorar o acesso à produção e a serviços essenciais.
  • Plataforma AgroBrasil + Sustentável: Lançada em dezembro de 2024, a plataforma digital gratuita promove práticas sustentáveis na produção agropecuária, com mais de 10 mil acessos até fevereiro de 2025.

Com essas ações, o Mapa reafirma seu compromisso em transformar o agro brasileiro, unindo inovação tecnológica e responsabilidade ambiental para garantir um futuro mais próspero ao setor agropecuário e ao Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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