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Carne de frango mantém preços estáveis, mas mercado segue pressionado por alta oferta e baixo consumo
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O mercado brasileiro de carne de frango apresentou preços estáveis ao longo da última semana, tanto no atacado quanto no vivo, segundo levantamento da Safras & Mercado.
Apesar da leve acomodação, o analista Fernando Iglesias alerta que o setor ainda enfrenta fragilidade, com oferta elevada e demanda enfraquecida.
“Há sinais de que os preços podem recuar no curtíssimo prazo, já que o mercado segue com excesso de produto disponível”, destacou Iglesias.
China retoma importações do Rio Grande do Sul e alivia setor avícola
Na terça-feira (20), o governo chinês revogou a suspensão das importações de carne de frango do Rio Grande do Sul, medida que estava em vigor havia quase dois anos.
De acordo com José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Asgav (Associação Gaúcha de Avicultura), a decisão reduz a pressão sobre o setor e reabre um dos principais mercados para o estado.
“Essa liberação é resultado de um esforço conjunto entre o governo brasileiro e a cadeia produtiva para atender às exigências sanitárias e recuperar a confiança do mercado chinês”, afirmou Santos.
Iglesias complementa que o retorno das exportações representa um novo fôlego para o setor gaúcho, que enfrentou restrições significativas ao longo de 2025.
Preços da carne de frango seguem estáveis em todo o país
De acordo com os dados da Safras & Mercado, os preços dos cortes congelados e resfriados permaneceram praticamente inalterados nas principais praças de comercialização do país.
Em São Paulo, o quilo do peito congelado segue em R$ 10,75, a coxa em R$ 7,00 e a asa em R$ 11,00. Na distribuição, os valores são de R$ 11,00, R$ 7,20 e R$ 11,20, respectivamente.
Nos produtos resfriados, o cenário é semelhante:
- Atacado: peito a R$ 10,85, coxa a R$ 7,10 e asa a R$ 11,10;
- Distribuição: peito a R$ 11,10, coxa a R$ 7,30 e asa a R$ 11,30.
Cotações do frango vivo permanecem sem variações
O levantamento mostra estabilidade também no frango vivo em diversas regiões do país:
- Minas Gerais: R$ 5,10/kg
- São Paulo: R$ 5,20/kg
- Santa Catarina (integração): R$ 4,65/kg
- Oeste do Paraná (integração): R$ 4,60/kg
- Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,65/kg
- Mato Grosso do Sul: R$ 5,20/kg
- Goiás e Distrito Federal: R$ 5,05/kg
- Pernambuco: R$ 5,80/kg
- Ceará: R$ 6,00/kg
- Pará: R$ 6,30/kg
A manutenção dos preços reflete um mercado ainda equilibrado entre oferta e demanda, mas com margens apertadas para produtores e integradoras.
Exportações crescem em volume e valor no início de 2026
As exportações brasileiras de carne de aves — incluindo cortes e miúdos frescos, refrigerados ou congelados — somaram US$ 438,3 milhões nos primeiros 11 dias úteis de janeiro de 2026, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O volume embarcado chegou a 243,8 mil toneladas, com média diária de 22,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 1.797,80.
Comparado a janeiro de 2025, o setor registrou:
- Alta de 16,4% no valor médio diário;
- Aumento de 17,4% na quantidade exportada;
- Leve queda de 0,9% no preço médio da tonelada.
O desempenho reflete a retomada gradual da demanda externa e a reabertura de mercados importantes, como o chinês, após meses de restrições sanitárias.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro
A cidade de Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.
Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.
O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.
A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.
Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.
Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.
Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)
Fonte: Pensar Agro
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