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Mercado internacional: açúcar sobe com apoio do petróleo e dados econômicos dos EUA

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Alta do petróleo estimula valorização do açúcar nos mercados internacionais

Os contratos futuros de açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (25) em alta nas bolsas internacionais, impulsionados pela valorização de mais de 1% do petróleo tipo WTI. Esse movimento favorece o etanol em relação ao açúcar, podendo levar usinas a redirecionar a produção para o biocombustível, o que tende a reduzir a oferta global do adoçante.

Estoques em queda e demanda aquecida por gasolina nos EUA fortalecem o petróleo

O avanço do petróleo foi sustentado por uma queda acima do esperado nos estoques dos Estados Unidos, acompanhada por um aumento significativo na demanda por gasolina, que alcançou o maior nível em três anos e meio, segundo a Administração de Informação de Energia (EIA). O otimismo nos mercados foi reforçado pela valorização do índice S&P 500. No entanto, o movimento de alta foi limitado por especulações sobre uma possível suspensão das sanções norte-americanas ao Irã.

Nova York: contratos futuros do açúcar bruto sobem na ICE Futures

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos de açúcar bruto registraram ganhos. O vencimento para julho de 2025 avançou 21 pontos, fechando a 15,98 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato para outubro de 2025 subiu 25 pontos, alcançando 16,61 centavos de dólar por libra-peso.

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Londres: açúcar branco apresenta resultados mistos na ICE Europe

Em Londres, os contratos de açúcar branco tiveram comportamento misto. O vencimento de agosto de 2025 registrou alta de US$ 11,00, cotado a US$ 479,00 por tonelada. Por outro lado, o contrato para outubro de 2025 recuou US$ 7,90, sendo negociado a US$ 469,70 por tonelada.

Mercado interno: queda no preço do açúcar cristal

No Brasil, o açúcar cristal apresentou recuo, conforme o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 kg foi negociada a R$ 119,84, com queda de 0,74% no dia.

Etanol hidratado tem leve valorização em Paulínia

Já o etanol hidratado teve pequena valorização, segundo o Indicador Diário Paulínia. O metro cúbico foi cotado a R$ 2.710,00, representando alta de 0,20%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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