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Carne suína tem leve valorização em novembro, mas exportações recuam; expectativa é de retomada em dezembro

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O mês de novembro registrou desempenho positivo, ainda que contido, para os preços da carne suína no Brasil. De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, a primeira quinzena foi marcada por uma leve valorização tanto do suíno vivo quanto dos cortes no atacado. O movimento, porém, foi comedido, refletindo um avanço moderado na reposição e no consumo.

Segundo Maia, o ritmo perdeu força na segunda metade do mês, quando os frigoríficos passaram a agir com maior cautela nas compras, resistindo a novas altas de preços e avaliando o mercado com mais prudência. Ainda assim, os suinocultores mantiveram o controle da oferta de animais, o que ajudou a sustentar as cotações.

Exportações ficam abaixo da média, mas saldo deve ser positivo

Apesar da estabilidade interna, o desempenho das exportações em novembro foi mais fraco que o observado nos meses anteriores. Segundo Maia, os embarques ficaram abaixo da média registrada em setembro e outubro.

“Mesmo com volumes menores, o setor deve encerrar o mês com resultados positivos”, destacou o analista.

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne suína “in natura” somaram US$ 188,28 milhões em novembro (até o dia 14, em 14 dias úteis), com média diária de US$ 13,44 milhões.

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O volume total embarcado foi de 75,13 mil toneladas, com média diária de 5,37 mil toneladas, e preço médio de US$ 2.506,20 por tonelada.

Na comparação com novembro de 2024, houve recuo de 6,5% no valor médio diário, 5,3% na quantidade exportada e 1,3% no preço médio.

Cotações regionais mantêm estabilidade com leves altas

O levantamento da Safras & Mercado aponta que, no geral, os preços do suíno vivo registraram variações moderadas em novembro nas principais regiões do país. A média do Centro-Sul subiu 0,71%, passando de R$ 7,87 para R$ 7,93 por quilo.

Os cortes de pernil no atacado avançaram 0,64%, de R$ 13,40 para R$ 13,49, enquanto a carcaça suína apresentou valorização de 1,41%, de R$ 12,38 para R$ 12,56.

Confira as cotações regionais:

  • São Paulo: arroba suína em R$ 166,00;
  • Rio Grande do Sul: quilo vivo manteve-se em R$ 6,75 na integração e subiu de R$ 8,40 para R$ 8,45 no interior;
  • Santa Catarina: estabilidade em R$ 6,70 na integração e R$ 8,40 no interior;
  • Paraná: quilo vivo estável em R$ 8,40 (mercado livre) e R$ 6,90 (integração);
  • Mato Grosso do Sul: R$ 8,00 em Campo Grande e R$ 6,70 na integração;
  • Goiás: alta de R$ 8,00 para R$ 8,20;
  • Minas Gerais: valorização de R$ 8,20 para R$ 8,50 e, no mercado independente, de R$ 8,50 para R$ 8,70;
  • Mato Grosso: estabilidade em R$ 8,00 (Rondonópolis) e R$ 7,20 na integração.
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Expectativas positivas para dezembro com impulso sazonal

A perspectiva para dezembro é de melhora no consumo interno, impulsionada por fatores sazonais como o pagamento do 13º salário, a injeção de renda e as festividades de fim de ano.

“Esses elementos podem estimular o varejo e movimentar toda a cadeia produtiva”, avalia Allan Maia.

A expectativa é de que o aumento na demanda interna contribua para uma recuperação mais consistente nos preços da carne suína, compensando parte da retração nas exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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