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CAT Sorriso impulsiona agricultura familiar com cursos gratuitos no norte de Mato Grosso

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Mais de 215 mil pessoas dependem da agricultura familiar em Mato Grosso, segundo o Censo Agropecuário do IBGE (2017). Elas respondem pelo fornecimento de frutas, verduras e legumes que abastecem feiras livres, mercados e, sobretudo, a merenda de escolas e creches em diversos municípios.

Capacitações sob medida para cada comunidade

A Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) oferece cursos, treinamentos e consultorias totalmente gratuitos em Sorriso, Nova Ubiratã, Vera e Boa Esperança do Norte. Somente em 2024, 1.247 produtores participaram das atividades, sempre definidas a partir das demandas apresentadas pelas próprias comunidades.

Conteúdo que vai além da técnica

Os cursos contemplam piscicultura, bovinocultura de leite, apicultura e horticultura. Além das práticas de campo, os participantes aprendem sobre gestão da propriedade, controle de custos, finanças e marketing – competências que, segundo o produtor Ivaldino Hahn, presidente da Cooperriso, “fazem toda a diferença na hora de comercializar”.

Cooperativismo fortalece a merenda escolar

Hoje, 55 cooperados da Cooperriso fornecem produtos frescos para cantinas de escolas municipais e estaduais em cinco cidades. Desde 2017 à frente da entidade, Hahn destaca o apoio do CAT: “Com a consultoria, conseguimos aprovar projetos e acessar recursos nas esferas municipal, estadual e federal”.

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Apoio permanente a associações locais

Além da Cooperriso, recebem consultoria a Aprocel (pequenos produtores do Rio Celeste) e a Afeso (feirantes de Sorriso). O suporte inclui organização interna, revisão de estatutos, elaboração de planos estratégicos e estruturação das cadeias da piscicultura e do leite.

Boas práticas e sustentabilidade no campo

As capacitações também abordam gestão de resíduos, compostagem e uso de controles biológicos contra pragas. Em fevereiro, agricultores que aderiram ao Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar receberam treinamento sobre descarte correto de embalagens de defensivos – medida que alia preservação ambiental e valorização do produto.

Parcerias que viabilizam o projeto

O programa “Cultivando Vida Sustentável” é mantido pelo CAT Sorriso em parceria com a Cargill e a IDH (Iniciativa para o Comércio Sustentável). A IDH, presente em 20 países, já mobilizou mais de € 390 milhões em investimentos privados. A Cargill atua em 70 países com 155 mil colaboradores, comprometida em reduzir impactos ambientais e fortalecer comunidades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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