CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Cenoura de alta performance eleva rentabilidade do produtor brasileiro

Publicados

AGRONEGOCIOS

A busca por cenouras com alto padrão de qualidade tem estimulado produtores em diversas regiões do Brasil a adotarem variedades que reúnem produtividade, acabamento superior e padronização. Um exemplo é a cenoura híbrida Pandora F1, da linha Superseed, que vem ganhando destaque por apresentar raízes com pele lisa, coloração alaranjada intensa e elevado índice de classificação 3A — a mais valorizada no mercado. Esses atributos contribuem para a aceitação da variedade em diferentes regiões produtoras, impulsionando a lucratividade do setor.

Desenvolvida para cultivo no inverno, a Pandora F1 alia qualidade superior a um desempenho agronômico expressivo, despertando o interesse de agricultores em áreas estratégicas do país. Segundo o especialista em bulbos e raízes, Samuel Sant’Anna, essa cenoura se diferencia por uma série de características valorizadas tanto por produtores quanto por consumidores.

“O principal diferencial da Pandora é a excelente qualidade das raízes, que são muito lisas e chamam a atenção visualmente. A cor intensa e uniforme também é um fator importante para o mercado, já que a padronização no tamanho e na aparência influencia diretamente na aceitação do produto nas prateleiras dos supermercados”, explica o especialista.

Leia Também:  Produtividade da aveia gaúcha supera expectativas com clima favorável
Desempenho expressivo e ampla adaptabilidade

Além da aparência atrativa, a cenoura Pandora F1 demonstra alto potencial produtivo, atingindo, em determinadas lavouras, rendimentos superiores a 4 mil caixas por hectare. Esse desempenho resulta da combinação entre tratos culturais adequados, genética, nutrição e condições ambientais favoráveis.

Sant’Anna destaca ainda a versatilidade da variedade em diferentes regiões do país. “A Pandora vem apresentando excelentes resultados no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba (MG), Cristalina (GO), e nas regiões Sul e Sudeste. Até mesmo em Irecê (BA), onde as condições são distintas, o desempenho tem sido bastante satisfatório”, observa.

Para atingir esse potencial, o especialista orienta que o stand ideal no Cerrado e na região Sudeste varia entre 600 mil e 620 mil plantas por hectare. No entanto, ele reforça que a adubação precisa ser ajustada conforme a fertilidade do solo. “Cada solo tem características próprias, por isso é essencial realizar análises e contar com o apoio técnico para interpretar corretamente os resultados e aplicar a adubação mais adequada”, recomenda.

Rentabilidade com foco na classificação 3A

Outro destaque da Pandora F1 é o elevado percentual de cenouras que se enquadram na classificação 3A, que possui maior valor de mercado. “Quanto maior a proporção de raízes dentro dessa categoria, maior o retorno financeiro para o produtor. Nosso objetivo é sempre beneficiar toda a cadeia produtiva, desde o agricultor até o consumidor final”, conclui Sant’Anna.

Leia Também:  Mercado de boi no Brasil mantém preços estáveis mesmo com baixa liquidez

Com esses diferenciais, a Pandora F1 reafirma seu papel estratégico no cultivo de cenouras no Brasil, oferecendo uma alternativa de alto rendimento, qualidade visual e adaptabilidade, elementos fundamentais para o sucesso do produtor no cenário agrícola atual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

Publicados

em

Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

Leia Também:  Setor de serviços inicia 2026 com alta, mas varejo recua pelo segundo mês consecutivo

O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

Leia Também:  Porto Nacional vai abrir a colheita da soja em 2026

Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA