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Cepea lança Panorama Pecuário 2025/2026 com análises detalhadas do setor brasileiro

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O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), vinculado à Esalq/USP, divulgou seu mais recente estudo voltado ao setor pecuário: o “Panorama Pecuário Cepea – 2025/2026”. O documento oferece análises técnicas e estratégicas que apoiam a tomada de decisão de produtores, indústrias e formuladores de políticas públicas, fortalecendo a competitividade da pecuária brasileira.

Pecuária representa fatia relevante do PIB e do emprego

Segundo dados do Cepea/CNA, o setor pecuário brasileiro contribui com 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega quase 5 milhões de pessoas, sendo 3,7 milhões atuando diretamente “dentro da porteira” e 1,2 milhão na indústria. O relatório reforça a importância social e econômica do segmento, evidenciando sua relevância para a geração de renda e manutenção do emprego no país.

Cobertura ampla de mercados e insumos

O Panorama Pecuário 2025/2026 apresenta um diagnóstico completo dos sete mercados acompanhados pelo Cepea:

  • Bovinocultura de corte;
  • Bovinocultura de leite;
  • Ovinos;
  • Suínos;
  • Frango;
  • Ovos;
  • Tilápia.

Além do mapeamento dos mercados, o relatório inclui análises de custos e insumos, permitindo aos agentes do setor uma visão detalhada sobre os fatores que influenciam a produção e a rentabilidade.

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Cepea: elo entre pesquisa, mercado e sociedade

Com este relatório, o Cepea reafirma seu papel como ponte entre a pesquisa acadêmica, os produtores e a sociedade, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias mais eficientes e sustentáveis. As informações disponibilizadas auxiliam desde gestores e investidores até formuladores de políticas públicas, consolidando o estudo como referência nacional e internacional na pecuária.

Panorama Pecuário Cepea – 2025/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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