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Certificação da Adapar eleva qualidade da produção leiteira no Centro-Sul do Paraná

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No último sábado (26), a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) certificou mais uma propriedade como livre de brucelose e tuberculose, durante a ExpoRio 2025, evento agropecuário realizado em Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado. O Sítio São José, voltado à bovinocultura leiteira, recebeu o certificado das mãos de representantes regionais do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) de Laranjeiras do Sul.

A certificação foi concedida por meio do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PECEBT), coordenado pelo Departamento de Saúde Animal (DESA) da Adapar. O documento atesta que a propriedade cumpre integralmente o Regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), estabelecido pela Instrução Normativa SDA nº 10, de 3 de março de 2017.

Essa conquista torna o Sítio São José a primeira propriedade da regional de Laranjeiras do Sul a obter o status de livre dessas doenças. Atualmente, 116 propriedades no Paraná possuem a certificação emitida pela Adapar.

O proprietário do Sítio São José, Lucas Mezon, expressou sua satisfação com a certificação. “Esse reconhecimento é essencial para agregar valor ao nosso produto final e reforçar nosso compromisso com a sanidade e a qualidade do leite”, afirmou. Mezon destacou ainda o impacto positivo para a região, ressaltando: “Somos a primeira propriedade da regional a obter esse status, e isso nos enche de orgulho. Nosso objetivo agora é incentivar outros produtores a buscarem essa certificação.”

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Cristiane Kruger, chefe do Escritório Regional de Laranjeiras do Sul, enfatizou que a certificação é um marco no fortalecimento da qualidade do setor leiteiro da região. “A bacia leiteira é fundamental para o desenvolvimento da nossa região. A melhoria da qualidade do leite atrai mais interesse de empresas pela produção local, melhora o produto final entregue ao consumidor, aumenta a produtividade dos rebanhos e permite que os produtores negociem melhores preços”, explicou. Ela também destacou que esse movimento é um estímulo ao desenvolvimento produtivo, econômico e social da região, completando: “É gratificante ver os produtores se preparando para oferecer produtos de alta qualidade.”

Procedimento para Certificação

Segundo a Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovina da Adapar, a certificação é voluntária e deve ser formalmente solicitada junto ao serviço veterinário estadual da unidade local onde a propriedade está cadastrada. Para obter o certificado de estabelecimento livre, é necessário realizar dois testes consecutivos no rebanho, com resultados negativos para brucelose ou tuberculose, com um intervalo de seis a doze meses entre eles.

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A manutenção do certificado exige a realização periódica de testes no rebanho, com intervalo máximo de doze meses, além da apresentação dos resultados ao serviço veterinário oficial.

Participação na ExpoRio

Além da entrega do certificado, a Adapar esteve presente na ExpoRio 2025 com um estande fixo, onde os visitantes puderam conhecer as principais ações da Agência na área da saúde animal. Entre as atividades destacadas estavam as ações de prevenção e controle da raiva, o manejo de formigas cortadeiras e as ações de combate à brucelose e à tuberculose.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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