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Cervejaria de Amparo (SP) é premiada com a melhor cerveja do mundo em concurso internacional
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World Beer Awards bate recorde de inscrições em 2025
O concurso, considerado um dos maiores do mundo, registrou mais de 3.000 inscrições nesta edição. A competição anual avalia cervejas de diversas partes do planeta em três etapas:
- Seleção nacional: cada país tem suas melhores cervejas premiadas com medalhas de ouro, prata ou bronze.
- Confronto por categoria: apenas as marcas com medalha de ouro competem pelo título de país vencedor em cada categoria.
- Escolha da melhor do mundo: os vencedores da etapa anterior disputam o prêmio global em suas respectivas categorias.
O Brasil novamente se destacou, com várias marcas sendo reconhecidas, incluindo a Ashby.
Ashby Britsh Strong Ale é destaque internacional
Fundada em 1993 na cidade de Amparo (SP), a Ashby é pioneira no cenário das cervejas artesanais no país. Sua Britsh Strong Ale, estilo tipicamente inglês, foi eleita a melhor do mundo na categoria Bitter acima de 5,5% de álcool — um feito ainda mais relevante por ter ocorrido na terra natal do estilo.
A cerveja é puro malte, produzida com quatro tipos de malte e lúpulos aromáticos, resultando em sabores marcantes de amêndoas e frutas amarelas, além de personalidade britânica intensa. A bebida também recebeu medalha de ouro na categoria brasileira correspondente.
Outros rótulos premiados da Ashby
Além da Britsh Strong Ale, outros produtos da Ashby também foram reconhecidos:
- Ashby Weiss: eleita a melhor cerveja de trigo do Brasil, com medalha de ouro. Tem coloração opaca, espuma cremosa e duradoura e não é filtrada.
- Ashby American Pale Ale: conquistou medalha de prata na categoria Estilo Americano Pale Ale. Produzida com lúpulos cítricos e florais, já havia sido premiada em 2022.
- Três medalhas de bronze: Ashby Pilsen Puro Malte (Lager International), Ashby Hops (Hoppy Pilsener) e Ashby Porter (Porter).
No total, a cervejaria recebeu nove medalhas com seis produtos premiados na edição 2025 do World Beer Awards.
Reconhecimento nacional e internacional
Scott Ashby, fundador da empresa, destacou a importância do prêmio:
“Nossa Britsh Strong Ale é eleita a melhor do mundo mesmo competindo com marcas renomadas de diferentes países. Esse reconhecimento reforça a qualidade do mercado cervejeiro brasileiro e nos enche de orgulho.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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