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Chamada pública sobre agroecologia contempla pescadores e aquicultores
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Pescadores e aquicultores estão entre os públicos beneficiários da Chamada Pública Unificada de Apoio aos Núcleos de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica (NEAs), lançado na última terça-feira (08/4), durante a 27ª reunião ordinária da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), que aconteceu em Brasília/DF.
A iniciativa é fruto da colaboração entre a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o Ministério da Educação, o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério da Saúde, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Com um investimento de R$ 24 milhões, a chamada permitirá a submissão de projetos por instituições de ensino e pesquisa em parceria com organizações sociais e comunidades locais.
Agroecologia, pesca e aquicultura
Você sabia que a aquicultura e a pesca podem fazer parte dos sistemas agroecológicos? A nova Chamada Pública abre caminho para integrar comunidades aquícolas e pesqueiras ao ensino, pesquisa e extensão voltados à produção sustentável. A proposta valoriza o conhecimento tradicional e científico, promovendo práticas que respeitam o meio ambiente, fortalecem a segurança alimentar e estimulam a diversificação produtiva nos territórios.
A ideia é construir, junto com pescadores artesanais e aquicultores familiares, uma aquicultura e pesca com identidade ecológica, conectada aos princípios da agroecologia e alinhada às políticas públicas voltadas ao desenvolvimento justo e sustentável. De acordo com a secretária Nacional da Aquicultura do MPA, Tereza Nelma, a chamada dos NEAs é um exemplo do Brasil que voltou a investir nas pessoas.”Voltamos a olhar para os territórios com compromisso social, com valorização da biodiversidade e com o olhar voltado para um futuro justo e sustentável“, afirma.
Como participar
Os projetos podem ser submetidos por professores/as pesquisadores/as vinculados/as às Instituições da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica (Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008) e às universidades públicas federais, estaduais e municipais com a participação e anuência das organizações da sociedade civil, comunitárias, movimentos sociais e demais entidades representativas de coletivos de agricultores(as) familiares, pescadores(as) artesanais, aquicultores(as), povos indígenas, comunidades quilombolas e povos e comunidades tradicionais. As inscrições devem ser feitas diretamente no site da CNPq: www.gov.br/cnpq
Os recursos para o chamamento público e contratação das propostas serão destinados ao pagamento de despesas de custeio, capital e bolsas (bolsas destinadas a profissionais de nível superior, bolsas de nível superior ou técnico de apoio técnico para contratação de pessoas que atuam como agentes mobilizadores das comunidades). O valor máximo a ser financiado, por projeto, será de R$ 300 mil.
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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil
O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.
Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.
Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho
De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.
Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.
No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.
Preços do suíno vivo recuam na média nacional
Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.
Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais
No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.
Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:
- No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
- Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
- No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
- Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
- Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
- Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
- Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.
Exportações seguem em queda no comparativo anual
As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.
O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.
Na comparação com junho de 2025, houve:
- queda de 5,2% no valor médio diário
- recuo de 1% na quantidade média diária
- redução de 4,3% no preço médio
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


