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Chapéu é símbolo cultural e equipamento de proteção reconhecido na montaria brasileira

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Chapéu representa tradição e segurança na montaria brasileira

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM) reforçou seu posicionamento sobre o uso do chapéu como símbolo de identidade e segurança do cavaleiro no país.

De acordo com a entidade, o acessório, além de fazer parte da tradição equestre brasileira, é reconhecido oficialmente como equipamento de proteção individual (EPI) pela Norma Regulamentadora 31 (NR-31), que trata da segurança no trabalho rural.

O presidente da associação, Fernando Tardioli Lúcio de Lima, destaca que o chapéu protege o cavaleiro de radiação solar, calor e chuva, condições comuns à rotina no campo. “O chapéu está listado na norma como EPI e desempenha proteção efetiva contra o sol e intempéries, que fazem parte do dia a dia da montaria”, afirma.

Entidade esclarece interpretação sobre uso obrigatório de capacetes

Nos últimos meses, circularam informações de que a NR-31 teria tornado obrigatório o uso de capacete durante as atividades de montaria. A ABCCRM esclarece, no entanto, que a legislação não impõe essa obrigatoriedade de forma generalizada.

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Segundo Tardioli, o uso de EPIs deve ser definido com base nos riscos específicos de cada atividade e após uma análise técnica das condições de trabalho.

“As montarias praticadas por criadores, apresentadores e profissionais da Raça Mangalarga seguem padrões seguros, portanto não se enquadram na exigência do capacete”, explica.

Programa de Gerenciamento de Riscos orienta práticas seguras no campo

A ABCCRM reforça a importância do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR), ferramenta essencial para orientar produtores e trabalhadores sobre as medidas de segurança adequadas em cada situação.

Tardioli recomenda que os criadores e profissionais do setor avaliem os riscos reais de cada operação antes de definir os equipamentos necessários. “O PGRTR ajuda a evitar generalizações que desconsiderem a realidade do campo e da equitação. O importante é adotar medidas proporcionais e eficazes, que garantam tanto o bem-estar do cavaleiro quanto o respeito à tradição”, destaca o presidente.

Cultura, segurança e bem-estar animal

Mais do que um item de vestuário, o chapéu é considerado um símbolo da cultura do cavaleiro brasileiro. Ele representa não apenas proteção, mas também respeito à identidade do homem do campo e à tradição da montaria.

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A ABCCRM reforça ainda que suas ações estão alinhadas à promoção do bem-estar animal e à valorização da cultura rural, pilares fundamentais da equitação responsável e da preservação das tradições ligadas ao cavalo Mangalarga.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026

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O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.

Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto

No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.

O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.

Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.

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Menor produção pode aumentar dependência de importações

A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.

As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.

No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.

No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais

Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.

Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.

Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.

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Paraná enfrenta resistência para novas altas

No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.

Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.

O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.

Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.

Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses

Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.

A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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