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China concede isenções tarifárias a produtos dos EUA em sinal de trégua na guerra comercial
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Pequim começa a aliviar tarifas sobre produtos dos EUA
A China começou a conceder isenções tarifárias a algumas importações dos Estados Unidos, anteriormente taxadas em 125%. Paralelamente, o governo chinês está solicitando às empresas que identifiquem produtos considerados essenciais, que poderiam ser isentos das tarifas vigentes. A medida, confirmada por empresas notificadas, evidencia a crescente preocupação das autoridades chinesas com os efeitos econômicos da prolongada guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Sinalização de trégua no conflito comercial
A decisão ocorre após recentes manifestações de Washington em favor da redução de tensões, indicando que ambos os países estão dispostos a buscar um controle mais efetivo do conflito que congelou grande parte do comércio bilateral e aumentou o temor de uma recessão global. Apesar da iniciativa, o governo chinês ainda não fez qualquer anúncio público oficial sobre as isenções.
Politburo foca em estabilidade e proteção interna
Na sexta-feira, o Politburo — órgão máximo de decisão do Partido Comunista Chinês — divulgou um comunicado destacando a necessidade de manter a estabilidade no país. O texto enfatiza o apoio às empresas e trabalhadores mais afetados pelas tarifas, sem abrir mão de uma postura firme. A reunião mensal também indicou que a China continua se preparando para sustentar a guerra comercial, caso considere necessário.
Empresas são consultadas sobre itens essenciais
Uma força-tarefa do Ministério do Comércio da China está reunindo listas de produtos que podem ser isentos de tarifas, solicitando que as próprias empresas apresentem suas demandas. Uma fonte com conhecimento direto da situação confirmou que o governo está promovendo essa consulta para identificar os insumos mais críticos.
Diálogo com empresas estrangeiras sobre os impactos das tarifas
Na quinta-feira, o Ministério do Comércio se reuniu com representantes de mais de 80 empresas estrangeiras e câmaras de negócios atuantes na China, com o objetivo de discutir os efeitos das tarifas norte-americanas sobre os investimentos e operações dessas companhias.
Setor farmacêutico e aeroespacial relatam isenções específicas
Segundo Michael Hart, presidente da Câmara Americana de Comércio na China, o governo chinês tem questionado quais produtos importados dos EUA são insubstituíveis no mercado local, de modo a preservar cadeias de suprimentos essenciais. Ele afirmou que empresas farmacêuticas associadas conseguiram importar medicamentos sem incidência de tarifas, mas ressaltou que essas isenções são pontuais, voltadas a produtos específicos, e não abrangem todo o setor.
No setor aeroespacial, o presidente-executivo da fabricante francesa Safran revelou que recebeu a confirmação de que algumas peças, como motores e trens de pouso, foram isentadas das tarifas, demonstrando um foco seletivo por parte do governo chinês.
Isenções podem beneficiar empresas e aliviar exportações dos EUA
As possíveis isenções tarifárias representam um alívio financeiro para as empresas chinesas, ao mesmo tempo que reduzem a pressão sobre as exportações norte-americanas. A medida surge em um momento em que o governo dos EUA, sob a liderança de Donald Trump, demonstra disposição para negociar um acordo com Pequim.
Empresas europeias também aguardam resposta de Pequim
A Câmara de Comércio da União Europeia na China informou ter solicitado ao Ministério do Comércio esclarecimentos sobre isenções tarifárias e aguarda um posicionamento. Jens Eskelund, presidente da entidade, alertou que diversas empresas europeias enfrentam prejuízos significativos devido às tarifas impostas sobre componentes críticos importados dos Estados Unidos.
Lista não oficial com 131 categorias circula nas redes
Na sexta-feira, circulava nas redes sociais chinesas e entre grupos comerciais uma lista com 131 categorias de produtos que estariam sendo considerados para isenções tarifárias. A relação inclui desde vacinas e produtos químicos até motores a jato. A Reuters, contudo, não conseguiu verificar a autenticidade do documento.
Autoridades não se pronunciam oficialmente sobre a medida
A alfândega da China e o Ministério do Comércio não responderam aos pedidos de comentário. O Ministério das Relações Exteriores afirmou não ter conhecimento direto sobre as isenções e encaminhou as perguntas para os órgãos competentes.
Postura norte-americana e resistência chinesa
Embora os Estados Unidos reconheçam que o atual impasse comercial com a China seja insustentável a longo prazo, e já tenham concedido algumas isenções para produtos eletrônicos, o governo chinês continua firme ao declarar que está preparado para resistir até que Washington suspenda totalmente as tarifas de 145% impostas aos produtos chineses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño pode reduzir oferta global de açúcar, enquanto Brasil reforça protagonismo no mercado internacional
O mercado internacional de açúcar volta a concentrar atenções nas projeções climáticas diante da possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño. Embora o cenário global tenha sido marcado nos últimos meses pela recuperação da oferta e pela pressão sobre os preços da commodity, especialistas alertam que mudanças no regime de chuvas podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda na safra 2026/27.
De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os maiores riscos estão concentrados nos principais produtores do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e países da América Central, onde o fenômeno costuma provocar redução das chuvas e aumento das temperaturas, comprometendo o desenvolvimento da cana-de-açúcar.
Enquanto isso, o Brasil deve manter uma posição privilegiada no mercado mundial, sustentado por uma safra robusta e menor exposição aos impactos climáticos previstos para o próximo ciclo.
Brasil deve manter liderança na produção de açúcar
A expectativa para a safra 2026/27 do Centro-Sul brasileiro continua positiva. Segundo a Hedgepoint, a principal região produtora do país deverá colher cerca de 635 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, superando a marca de 600 milhões de toneladas pelo quarto ano consecutivo.
Esse desempenho reforça a posição do Brasil como maior produtor e exportador global de açúcar, ampliando sua importância para o abastecimento do mercado internacional em um cenário de possíveis dificuldades produtivas em outras origens.
Além disso, a maior parte da cultura já passou pela fase mais sensível de desenvolvimento, reduzindo a vulnerabilidade da safra atual aos efeitos do El Niño.
Mesmo que o aumento das chuvas possa provocar atrasos pontuais na moagem em algumas regiões do Centro-Sul, as perspectivas para a produção permanecem favoráveis.
Índia e Tailândia concentram as maiores preocupações
Ao contrário do Brasil, países asiáticos podem enfrentar impactos mais severos caso o fenômeno climático se confirme.
Índia e Tailândia, responsáveis por parcela significativa das exportações mundiais de açúcar, historicamente registram períodos de estiagem durante eventos de El Niño. A menor disponibilidade de água pode reduzir a produtividade dos canaviais e limitar a oferta de matéria-prima para a indústria açucareira na safra que terá início em outubro de 2026.
Qualquer redução na produção desses países tende a influenciar rapidamente as cotações internacionais da commodity, devido ao peso que ambos exercem no comércio global.
América Central também entra no radar do mercado
Além da Ásia, os países produtores da América Central também passam a ser monitorados pelos analistas.
As projeções climáticas indicam maior probabilidade de condições secas na região, cenário que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar e reduzir os volumes destinados à exportação.
A intensidade dos impactos dependerá da duração do fenômeno e das condições climáticas específicas de cada país ao longo do ciclo produtivo.
Duração do El Niño será decisiva para os próximos ciclos
Especialistas destacam que os reflexos do fenômeno não devem se limitar apenas à safra 2026/27.
Caso o El Niño se intensifique durante o segundo semestre de 2026 e permaneça ativo ao longo de 2027, seus efeitos poderão influenciar também o desenvolvimento da safra 2027/28.
No Brasil, chuvas mais frequentes na região Sul do Centro-Sul poderão favorecer a recuperação hídrica dos canaviais para o próximo ciclo, embora ainda seja cedo para confirmar essa tendência.
Oferta brasileira pode ganhar ainda mais importância
O calendário agrícola dos principais países produtores faz com que os impactos climáticos ocorram em momentos distintos, exigindo acompanhamento constante por parte do mercado.
Mesmo diante de um cenário atual de oferta global mais confortável, analistas avaliam que uma eventual redução da produção em concorrentes poderá ampliar ainda mais a dependência do açúcar brasileiro para equilibrar o abastecimento mundial.
Segundo Livea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o monitoramento das condições climáticas continuará sendo um dos principais fatores para a formação dos preços internacionais.
“A combinação entre condições relativamente mais favoráveis no Brasil e potenciais dificuldades produtivas em outras origens reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e de seus reflexos sobre a oferta global”, afirma a especialista.
Mercado acompanha clima e perspectivas para os preços
Com a proximidade do início da safra no Hemisfério Norte, investidores, usinas e tradings acompanham atentamente a evolução das previsões climáticas.
Caso o El Niño provoque perdas relevantes em importantes países exportadores, o Brasil poderá ampliar sua participação no comércio internacional de açúcar, consolidando ainda mais seu papel estratégico na segurança do abastecimento global da commodity.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


